Estado oferece curso de prevenção à violência nas escolas de Minas

Combate ao bullying, racismo, homofobia e machismo são alguns dos temas que vão balizar as aulas.


(foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press – 21/10/2015)
Cerca de 1 mil profissionais da rede estadual de educação vão fazer, ano que vem, curso de prevenção à violência e convivência democrática no ambiente escolar. Combate ao bullying, racismo, homofobia e machismo são alguns dos temas que vão balizar as aulas. A intenção é que os resultados ajudem a promover a participação dos estudantes, além de melhorar a relação da escola com a família nesse espaço de tantos aspectos diversos.
“Entendemos a escola como esse lugar da diversidade, do encontro com as diferenças e, por isso, precisa haver uma convivência democrática”, afirma a coordenadora de Educação em Direitos humanos e Cidadania da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Kessiane Goulart Silva. O curso integra o eixo de formação continuada do Programa de convivência democrática no ambiente escolar, lançado em março.

Segundo Kessiane, as aulas vão abordar não somente a violência física, mas também aquelas oriundas de preconceitos e desigualdades sociais, na perspectiva de inclusão dos jovens e de suas famílias. Questões de diversidade e gênero também serão contempladas ao longo das discussões. O curso é uma parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). As aulas serão a distância e algumas, presenciais. Será voltado para professores e especialistas de escolas, além de analistas das regionais de ensino. Os participantes serão definidos num processo de adesão e seleção, ainda a ser definido.

O Programa de Convivência Democrática tem por finalidade a promoção, a defesa e a garantia de direitos humanos, além do reconhecimento e da valorização das diferenças e das diversidades no ambiente escolar. A proposta é que, por meio de projetos e estratégias educativas seja possível compreender e enfrentar os diversos tipos de violência no ambiente escolar, incentivar a participação política da comunidade e fortalecer a educação integral nos territórios onde as escolas estão inseridas.

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