Justiça condena dois réus pela morte do fotógrafo Wandinho,  relembre a prisão realizada pela  PC

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Em julgamento realizado no  Fórum da Comarca de Mantena nesta quarta feira, (29),   o Júri popular condenou Presley Ferreira de Souza com pena de 46 anos  e Gildo Pinheiro  Souza  com  pena de   34 anos pela morte  do fotógrafo  Wanderson Matildes Arena, (Wandinho),  e  por formação de grupo de  extermínio, as penas serão  cumpridas   inicialmente em regime  fechado. 

 

Foi realizado a  apreensão de 3 (três) armas de fogo, uma pistola calibre 380, um revólver calibre 38 e uma carabina calibre 22 com numeração raspada, bem como farta munição e uma touca ninja – Foto: Divulgação/Polícia Civil 

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A importância da divulgação 

O Jornalismo Mantena Online relembra  com detalhes tudo sobre  a prisão  denominada  pela Polícia Civil  de Minas Gerais   de “Operação Arena” realizada na cidade de Itabirinha. Foi uma operação emblemática e surtiu muito efeito. Segundo dados da Polícia Civil da Comarca, desde esse dia não há registro de homicídio em Itabirinha. Ao repercutirmos  a resposta dada ao caso e a condenação temos a certeza que vai  ajudar a prevenir outros crimes dessa natureza.

A Polícia Civil usou grande força de contingente  para cumprir os mandados de prisão – Foto: Divulgação/PM

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Vejam os fatos na narrativa da Polícia Civil

A diligência policial, batizada de “Operação Arena”, visa dar cumprimento às medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário da Comarca de Mantena durante as investigações levadas a efeito nos autos do Inquérito Policial nº. 6462961. Ao todo trata-se de 5 (cinco) mandados de prisão preventiva e 11 (onze) mandados de busca e apreensão.

A investigação em questão durou 2 (dois) meses e versa sobre o crime de homicídio ocorrido no dia 11/09/2017, no município de Itabirinha/MG, do qual foi vítima o fotógrafo Wanderson Matildes Arena, de 41 anos.

Durante as investigações foi apurado que o crime teria sido executado por pistoleiros, a mando de um empresário ligado ao ramo da construção civil na cidade, com quem a vítima já teria tido desavenças no passado.

A execução teria sido ordenada após a vítima ter feito imagens de uma obra pública executada pela empresa do mandante, cujo valor do contrato administrativo ultrapassa a cifra de um milhão de reais. O objetivo da vítima, ativista político na região, seria instruir representações perante órgãos públicos de controle do erário, haja vista o empresário se encontrar na condição de foragido da Justiça Federal, acusado de fraudes em licitações públicas em outro município do leste de Minas Gerais.

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Ademais, no curso das investigações foi constatado que os pistoleiros contratados para a execução da vítima são suspeitos de terem cometido outros homicídios em anos anteriores, e estavam em plena atividade atualmente, articulando novas empreitadas. As apurações identificaram 5 (cinco) homicídios já encomendados ao grupo.

No dia 25 de outubro de 2017, a Polícia Civil foi instada a antecipar parcialmente a operação e intervir para evitar a consumação de um homicídio que seria praticado pelos pistoleiros em uma cidade da região no dia seguinte.

Diante disso, foi requerido e cumprido no próprio dia 25 de outubro um mandado de busca e apreensão para o domicílio de um dos investigados, sendo a diligência exitosa, resultando na apreensão de 3 (três) armas de fogo, uma pistola calibre 380, um revólver calibre 38 e uma carabina calibre 22 com numeração raspada, bem como farta munição e uma touca ninja.

A investigação apontou que o gerente da empresa do mandante teria contratado os pistoleiros através de um intermediário. O gerente também teria fornecido armas aos pistoleiros para a prática de outros homicídios.

A operação desencadeada nesta data tem como principal objetivo desarticular esse grupo de extermínio que vem atuando na região e prender todos os responsáveis pela morte do fotógrafo.