Operação conjunta termina com 170 presos em Minas Gerais

Entre os alvos da Operação O Regresso estão foragidos do sistema prisional de Minas Gerais.

LRLarissa Ricci

Autoridades concederam entrevista coletiva nesta terça-feira(foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)
Cento e setenta pessoas foram presas durante a Operação O Regresso, ação desencadeada pelas polícias Civil e Militar, além do Ministério Público de Minas Gerais, que começou há três meses e teve seu resultado divulgado nesta terça-feira (3) em uma coletiva de imprensa. Segundo as autoridades, entre os presos estão criminosos de alta periculosidade e reincidentes do sistema prisional que estavam foragidos. 
Continua depois da publicidade

As prisões ocorreram em diferentes regiões do estado. Os locais e as identidades dos alvos dos mandados de prisão não foram divulgados pelas polícias porque as ações vão continuar. “Os 170 alvos presos foram selecionados (os mais perigosos) para tirar de circulação criminosos reincidentes”, explicou  superintendente de Investigação e Polícia Judiciária da Polícia Civil, delegado Carlos Capistrano. 

Entre os detidos, estão foragidos de presídios, alguns deles que não voltaram após conseguiram o beneficio da saída temporada em feriados, autores de roubos, roubos com explosão de caixas eletrônicos, homicídios, tráfico de drogas e formação de quadrilha. “MP, Policia Civil e PM se uniram há três meses para a identificação dos alvos e, em seguida, para a montagem da operação. São pessoas que já tinham mandado de prisão expedido pela Justiça e que têm grande impacto na segurança pública”, disse coordenador criminal do Ministério Público, Henrique Macedo.

(foto: Polícia Militar/Divulgação)
OPERAÇÃO  
O nome da operação foi escolhido justamente pelos foragidos dos presídios que foram recapturados e serão encaminhados às unidades prisionais. “A operação se chama O Regresso porque a maioria dos alvos já frequentaram o sistema prisional. Vários estavam foragidos há muito tempo, mas só entraram na seleção de alvos aqueles que ainda impactavam com ações criminosas”, completou o promotor. 

De acordo com o major Flávio Santiago, chefe da sala de imprensa da PM, a retirada dos criminoso vai refletir de forma “expressiva na redução criminal do estado”. “Vale lembrar que tirar  a circulação de uma arma de fogo representa a coibir de 100 a 150 delitos”, completou. As corporações não informaram o número de apreensões pela operação.

COMPARTILHAR