Pastor conhecido como ‘maníaco da orelha’ teria abusado sexualmente de mais de 10 mulheres

Polícia Civil ainda não ouviu todas as vítimas e próximo passo da investigação é tentar chegar ao maior número de mulheres violentadas. pastor foi preso em Contagem, onde fica sua residência.

GP Guilherme Paranaiba

Pastor não quis responder os questionamentos de jornalistas e escondeu o rosto das câmeras durante apresentação(foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press )
Pastor não quis responder os questionamentos de jornalistas e escondeu o rosto das câmeras durante apresentação(foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press )

Está preso preventivamente o pastor Wilson Jorge Ferreira, de 51 anos, apontado pela Polícia Civil como autor de uma série de crimes sexuais contra mulheres frequentadoras da Igreja do Evangelho Quadrangular, que fica no Bairro Salgado Filho, Oeste de Belo Horizonte. 

Relatos iniciais que constam no inquérito apontam que ele teria feito mais de 10 vítimas, praticando diversos abusos desde beijos no pescoço, lambidas nas orelhas e toques por todo o corpo das mulheres. Wilson foi preso em casa, no Bairro Novo Eldorado, em Contagem, e será levado ao presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. 

Há um caso, inclusive, de uma menor de idade que teria sido abusada durante quatro anos, quando tinha entre 12 e 16 anos. Segundo a delegada Larissa Mascotte, que coordena as investigações, ele se aproveitava de sua posição de pastor para desqualificar possíveis denúncias e também zombava das vítimas. 

Polícia Civil já tem indícios de mais de dez vítimas que teriam sido abusadas pelo homem (foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press )
Polícia Civil já tem indícios de mais de dez vítimas que teriam sido abusadas pelo homem(foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press )

Há relatos de duas vítimas que o pastor andava armado para amedrontar as mulheres, mas a Polícia Civil ainda não encontrou nenhuma arma que possa ter sido usada nos crimes. Ainda conforme a delegada, o ‘maníaco da orelha’ agia há cerca de pelo menos 10 anos. Outros dois pastores foram intimados a prestar esclarecimentos. A polícia suspeita que um deles acobertava os atos do colega.

 
Ao ser apresentado pela Polícia Civil na Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual, o pastor se negou a responder as perguntas dos jornalistas. Para a Polícia Civil ele negou todas as acusações.”Com certeza ele se aproveitava do cargo para cometer os delitos. Ele negou todos os fatos, fala que a relação com todas as vítimas era de pai para filha ou de pastor para ovelha”, completa a delegada Larissa Mascotte.
(foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press )
(foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press )
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