Pacientes usam novo remédio no tratamento contra a Aids, no ES

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Medicamento será distribuído para quem ainda não tem sintomas. Em todo o estado existem mais de cinco mil pessoas infectadas com o vírus.

 Do G1 ES, com informações da TV Gazeta
O novo remédio vale por três outros e estarão à disposição dos pacientes que ainda o vírus não se manifestou
O novo remédio vale por três outros e estarão à disposição dos pacientes que ainda o vírus não se manifestou

Os pacientes com Aids que fazem tratamento no Espírito Santo vão receber, gratuitamente, um novo medicamento. Trata-se de um remédio que irá substituir outros três e promete ser um alívio no tratamento. Ele será distribuído a pessoas que ainda não sentiram sintomas da doença. Em todo o estado existem mais de cinco mil pessoas infectadas com o vírus.

Para a coordenadora do programa DST/Aids, Sandra Fagundes, o remédio representa a chance de os pacientes terem uma qualidade de vida melhor. “Eles vão começar a se tratar antes de adoecerem, antes de que a imunidade dele caia. Então eles terão a vantagem de tomar o remédio e não adoecer. E esta realmente é a intenção do Ministério da Saúde e da secretaria também, de não deixar o paciente chegar a um quadro de Aids”, explicou Sandra.

O novo remédio reúne em sua composição o Tenofovir (300 mg), o Lamivudina (300 mg), e o Efavvirenz (600 mg). o primeiro é administrado pelos pacientes uma vez por dia, já o segundo é de 12 em 12 horas. “Esses medicamentos têm que ser tomados em horários rígidos, portanto, o fato de ter os três de medicamentos em dose única combinada possibilita a ingestão apenas uma vez ao dia, aumentando a adesão ao tratamento por diminuir a quantidade de comprimidos que o paciente toma ao longo do seu dia”, ressaltou a coordenadora.                                                                                                         

No Espírito Santo existem mais de cinco mil pessoas com Aids. Um pintor, que prefere não se identificar, contou que descobriu a doença cedo e por isso vive de forma normal. Ele ainda aconselha pessoas que suspeitem a fazerem os exames. “Quando você for procurar a doença pode ser tarde demais. Então quanto mais cedo melhor”, alertou.