Balneário de Guriri, no ES, registra 64 afogamentos em três dias

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Desde o dia 18 de dezembro, já foram mais de 400 banhistas socorridos. O Corpo de Bombeiros intensificou a fiscalização no local.

 Do G1 ES, com informações da TV Gazeta

O balneário de Guriri, em São Mateus, na região Norte do Espírito Santo, registrou mais de 64 afogamentos durante os três primeiros dias do carnaval. Segundo o Corpo de Bombeiros,  desde o dia 18 de dezembro, mais de 400 casos de afogamento foram atendidos pelos bombeiros. Devido ao alto número, as fiscalizações foram intensificadas e 47 guarda-vidas estão dispostos em 11 postos.

Para evitar acidentes como estes, o sargento Santos do Corpo de Bombeiros alertou para que os banhistas tomem alguns cuidados. “Nós pedimos para que os banhistas escolham se banhar próximo aos postos dos guarda-vidas, que peçam informações sobre como está o mar, que cuidem dos filhos, e das crianças de um modo geral. Além de, não ingerir bebida alcoólicas, ou que se ingerirem não caiam ao mar, e que sempre sigam as orientações dos guarda-vidas”, afirmou.

Segundo o sargento, o horário mais perigoso para os banhistas é o da hora do almoço, que se estende das 10h30 às 15h30. Nesse período, o mar está secando, e por isso fica com correntes mais fortes e perigosas. 

Vila Velha 
Na Praia da Costa em Vila Velha, região metropolitana de Vitória, a prefeitura também registrou vários afogamentos neste ano. Foram 68 resgates, sendo que, em 27, os banhistas haviam ingerido bebidas alcoólicas e logo após se lançaram ao mar. Um número que assusta devido por representar 40% do total de atendimentos. 

Um banhista comentou sobre o que tem visto ultimamente nessa praia em Vila Velha. “A gente não costuma trazer bebidas alcóolicas. Porque além de ser um risco muito grande, e por a gente também não beber, a gente vê pessoas com muita imprudência. Bebendo muito, esquecendo filhos, por exemplo. Agora mesmo nós estávamos brincando com o nosso menino na beira da praia, e conversando com outras crianças, acabamos descobrindo que os pais nem sabiam que elas estavam com a gente. É um risco muito grande, tem que ter muita consciência”, falou.