Servidores dos Correios entram em greve em cidades no Leste de Minas

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Em Fabriciano, os funcionários fizeram uma mobilização pelas ruas. Entre as reivindicações estão melhoria salarial e novas contratações. Em Mantena a direção do Correio ainda não se manifestou oficialmente sobre a paralisação e o atendimento acontece normalmente. 

Do G1 Vales de Minas Gerais

 

Trabalhadores das agências dos Correios do Leste de Minas decidiram entrar em greve na noite desta terça-feira (15) após assembleia realizada pela categoria. Entre as reivindicações estão o fim da cobrança da mensalidade do plano de saúde, melhoria salarial, além da solicitação de contratação de novos funcionários.

O movimento de paralisação está concentrado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No Leste de Minas, nas cidades de Governador Valadares, Ipatinga, Caratinga e Cororonel Fabriciano há empregados que aderiam ao movimento, em quatro unidades operacionais da Empresa, totalizando 81 funcionários.

Esse número representa 0,6% do efetivo dos Correios em Minas (13 mil empregados) e 20% do grupo que aderiu ao movimento no Estado (403 empregados). O atendimento nas agências acontece normalmente. Em Fabriciano, os funcionários se mobilizaram em um dos principais cruzamentos da cidade com cartazes.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Minas Gerais (Sintect), a paralisação teve início à meia-noite e será mantida por tempo indeterminado.

A assessoria dos correios de Minas Gerais informou na tarde desta quarta-feira (16), por meio de nota que a última proposta apresentada aos representantes dos empregados garante a manutenção do plano da forma que está atualmente e a formação de uma comissão para discussão do mesmo.

Ainda segundo a nota, a última proposta apresentada previa um reajuste equivalente a cerca de 20% do salário inicial do agente de Correios, em forma de gratificação (reajuste linear de R$ 200). “O reajuste concedido no ano passado, também em forma de gratificação de incentivo à produtividade, que está sendo gradativamente incorporada conforme previsto no Acordo Coletivo, representou um aumento de quase 20% sobre o salário base dos carteiros”.

Por fim, quanto à contratação de empregados, na nota diz que “desde 2011 os Correios promoveram aumento do efetivo em mais de 13 mil vagas (passou de 107 mil para 120 mil trabalhadores efetivos) e estão atualmente trabalhando na realização de um novo concurso público (2 mil vagas), conforme já foi divulgado”.