Bancários do Espírito Santo entram em greve

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1644057_x240Segundo o sindicato, todas as agências do estado serão afetadas. Assembleia decidiu que caixas de autoatendimento estarão disponíveis.

Do G1 ES

Os bancários do Espírito Santo entraram em greve, nesta terça-feira (6). Segundo o Sindicato dos Bancários, todas as agências do estado serão afetadas com a paralisação. Eles pedem um reajuste salarial de 16%, vale alimentação, refeição, auxílio-educação, entre outras demandas.

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (5), foi decidido que os caixas de autoatendimento não serão afetados.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.

A greve acontece após cinco rodadas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos. Segundo os bancários, representantes patronais não atenderam às reivindicações da categoria no que diz respeito às cláusulas de saúde, condições de trabalho, igualdade de oportunidades e também às cláusulas econômicas.

O reajuste salarial proposto pelos bancos foi de 5,5%, enquanto o solicitado pelos trabalhadores foi de 16%.  “Nossa intenção é atingir as grandes transações para pressionar os bancos, impactando o mínimo possível a população”, disse o coordenador geral do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, Jessé Alvarenga.

Principais reivindicações:
– Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
– PLR: 3 salários mais R$7.246,82
– Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
– Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
– Melhores condições de trabalho com o fim do assédio moral que adoecem os bancários.
– Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
– Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos.