Viuva de Naim – Por que Deus a deixou perder o que ela mais amava?

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Nesta vida, há quem pense que nossas perdas, ainda que façam parte da própria vida, são um apelo: “Acorda!” Você não terá para sempre o que ama. Então ame de verdade! Mas então, se já perdemos, que esperança pode sobrar? A maior! O encontro com Jesus.

Pastor Lafayette Neto

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Com certeza, nada substitui aqueles amados e aquilo precioso que um dia perdemos. Mas Jesus preenche toda ausência sentida no coração. Lembrando que um dia alguém sentirá nossa própria ausência e precisará de Jesus. Mas então, porque Deus nos deixa perder o que mais amamos? Confesso que é muito difícil entender isto. Mas o sofrimento parece abrir algumas portas na nossa vida… Ou covas?! Vi pessoas caindo na cova da autodestruição, outras entrando pela porta da resignação depressiva… Mas prefiro pensar na porta da vida.
“Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e com ele muitos dos seus discípulos e uma grande multidão; quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. Vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E Jesus, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar. E Jesus entregou-o à sua mãe.” Lucas 7:11-15

Não havia como deletar e excluir o sofrimento sentido por essa viúva da aldeia de Naim. Ela havia perdido seu único filho, após já ter perdido seu marido. E só lhe restavam as lágrimas. Porém, de repente, diante da visão turbada dos olhos dessa mulher aparece Jesus. Se ela soubesse quem estava diante dela, com certeza clamaria: _Por que eu Deus e por que o meu filho? Talvez ela nem visse Jesus, mas o Senhor a viu e sentiu por ela a mais profunda compaixão que é possível em todo o universo: a compaixão de Deus pelo homem.
Ali, naquele momento, duas multidões estavam se encontrando, cada qual com seu filho. Uma sendo conduzida pelo Filho de Deus, outra carregando um dos muitos filhos dos homens, morto (melhor é ser “carregado” por Jesus do que carregar o fardo da morte). A primeira multidão estava cheia de esperança, a outra, de desesperança… Ali, naquele momento de maior sofrimento dessa mãe, Deus havia marcado seu encontro com ela. É absurdamente contraditório, mas muitos dos nossos “melhores” encontros com Deus estão marcados para momentos como este.
Jesus ao aproximar-se da sofrida viúva disse: Não chores… Porém, é difícil não chorar, principalmente quando se perde o sentido da vida… . Mas Jesus queria que ela guardasse suas lágrimas para ocasiões em que o choro teria outro sentido, a alegria. Jesus foi uma porta aberta para ela, diante das covas que se abriam no seu coração. No enterro do seu único filho, o que mais seria enterrado? Que covas estão abertas na sua alma e prontas para enterrar o melhor de você? Quando o sentido de viver se perde, faz-se necessário um encontro com Jesus. Mas se você não sabe como marcar este encontro, Deus quer que você saiba que o encontro com Deus já está marcado na agenda celestial. Deus está disponível para nós a qualquer momento, em qualquer lugar e qualquer situação. No campo da fé, temos como real liberdade uma escolha: vida ou morte. A vida está em um encontro com Jesus. O texto de Lucas deixa isto muito claro. Por esse milagre bíblico, Deus quer que você tenha ciência que tudo o que morreu dentro de você pode reviver com Jesus.

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