Secretaria de Saúde informa situação de baixo risco para uma epidemia de dengue em Mantena

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De acordo com o último  resultado do 3º LIRAa 2015  ( Levantamento Rápido de Aedes aegypti) com índice de 0,9 %,  o município de Mantena se encontra   em uma  situação de baixo risco para uma epidemia de dengue, porém, a secretaria alerta  para  a chegada do período de chuvas, o qual este índice poderá aumentar.

Marcelo Magno (c), Coordenador Técnico em Endemias/Controle de Zoonoses, e sua equipe tem feito um difícil trabalho no combate a dengue em Mantena
Marcelo Magno (c), Coordenador Técnico em Endemias/Controle de Zoonoses, e sua equipe, tem feito um  bom trabalho no combate a dengue em Mantena

Preocupada com  a chegada do período de chuvas de fim de ano, a Secretaria Municipal de Saúde  deixa claro que a  melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para  o Coordenador  Técnico em Endemias/Controle de Zoonoses, Marcelo Magno, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros. 

Outras dicas são:

manter a caixa d´água sempre fechada com tampa adequada. Remover folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas.

Não deixar a água da chuva acumulada sobre a laje.

Encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta.

Guardar garrafas sempre de cabeça para baixo.

Entregar seus pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guarda-los sem água em local coberto e abrigados da chuva.

Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada e não jogar o lixo em terrenos baldios.

“Agindo com este cuidado estaremos contribuindo com a prevenção que é única arma contra doença”, afirmou.

Marcelo  Magno explicou que atualmente, três doenças vêm ocupando boa parte dos noticiários: Dengue, chikungunya e, mais recente, a zika “Todas são transmitidas pelo mesmo vetor, porém, possuem existem algumas semelhanças e diferenças que abordaremos a seguir. Ocorrem muitas dificuldades no enfrentamento destas doenças, tais como: Infestação do vetor no interior dos domicílios, ausência de um imunizante (e de um tratamento específico para os doentes), dificuldade de conscientizar a população e a resistência do mosquito vetor aos inseticidas”, explicou.

SEMELHANÇAS E DIFERENCIAÇÕES ENTRE DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA

TRANSMISSÃO

O vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, porém, a zika também pode ser adquirida através da transmissão perinatal (de mãe para filho), em transfusões de sangue e relações sexuais.

SINTOMAS

Indivíduos com dengue apresentam febre alta (geralmente, 2 a 7 dias), dor de cabeça e atrás dos olhos, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, erupção e coceira na pele. Em casos graves, ocorrem sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Quanto a chikungunya, o principal sintoma é a dor nas articulações dos pés e das mãos, sendo mais intensa do que nos casos de dengue ( e que pode permanecer por meses e até por anos). Além disso, febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas. Pacientes com zika apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os da dengue e da chikungunya: febre (mais baixa que nas outras duas doenças), dores e manchas no corpo (brancas e vermelhas). O paciente também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite (vermelhidão nos olhos, mas, sem pus e sem coceira).

TRATAMENTO

Ao adquirir qualquer das três doenças, deve-se procurar atendimento médico e as recomendações são ficar de repouso, ingerir bastante líquido e não utilizar medicamentos que contenham ácido acetil salicílico ( AAS) devido ao risco de hemorragia.