Duas mil pessoas são prejudicadas por enxurrada em Itanhomi, MG

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Rio transbordou e invadiu cerca de 400 casas, mas não há desalojados. Abastecimento foi interrompido e cidade também está sem sinal de telefonia.

Zana FerreiraDo G1 Vales de Minas Gerais
Rio Queiroga transbordou após duas horas de chuva e invadiu casas em ruas em Itanhomi. (Foto: César Fernandes/ Arquivo Pessoal)              Rio Queiroga transbordou após duas horas de chuva (Foto: César Fernandes/Arquivo Pessoal)

Cerca de duas mil pessoas perderam móveis e 400 casas foram invadidas pela forte chuva que caiu na madrugada desta terça-feira (8) em Itanhomi, no Leste de Minas. A grande precipitação da chuva provocou o aumento rio Queiroga, que transbordou e invadiu casas e ruas na cidade. Segundo a Defesa Civil, não há desabrigados na zona urbana e, até o momento, não há informações sobre a zona rural, cujo acesso se encontra bloqueado devido à lama. O abastecimento de água foi interrompido e a cidade se encontra sem sinal de telefonia móvel e fixa.

A chuva começou depois da meia-noite e durou aproximadamente duas horas. Segundo estimativa da Defesa Civil, choveu entre 30 a 40 milímetros. Os locais mais afetados foram os mais próximos ao rio. Tratores da Prefeitura realizam a retirada da lama das ruas, e um caminhão-pipa foi disponibilizado para fazer a lavagem das vias. 

Apesar dos estragos, não há desabrigados na área urbana. (Foto: César Fernandes)
                                                 Apesar dos estragos, não há desabrigados na área
urbana (Foto: César Fernandes/Arquivo Pessoal)

O Fórum Laudelino Braz também foi atingido. O muro do órgão cedeu em dois pontos e desabou, mas, segundo os funcionários, não houve danos aos processos. Devido aos transtornos, grande parte do comércio não abriu as portas, e ao longo do dia as pessoas atingidas buscavam contabilizar os estragos provocados pela inundação. Móveis como sofás, camas e colchões foram depositados nas portas de diversas casas.

A aposentada Carmem Lúcia Ferreira conta que começou a ajudar a limpar as casas de familiares e amigos a partir de uma da madragada. “Já estive na casa da minha irmã e agora estou ajudando minha vizinha. Estamos sem água, estou limpando com a água do poço do meu cunhado. Meus dois sobrinhos perderam dois carros, entrou água, tinha carro novo. Perderam roupa, perderam tudo”.

Com a ajuda da família, o aposentado José Francisco Dutra retirava os móveis da casa. Segundo ele, tudo foi perdido após a enxurrada invadir a casa e ultrapassar a altura da janela. Ele conta que estava em casa, mas saiu assim que percebeu que a água estava entrando no imóvel. Apesar de ter perdido tudo, o homem disse estar bem e grato por estar vivo.