Governo de MG não cumpre reajuste de pagamento aos professores

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Aumento de 11,36% estipulado pelo MEC não foi pago em fevereiro. Reunião sobre reajuste está prevista para próxima semana, diz governo.

 Do G1 MG
Diretores, professores  e alunos da Escola Estadual Zilda Pinheiro da Silva desfilando em Mantena (Foto/reprodução)
Diretores, professores e alunos da Escola Estadual Zilda Pinheiro da Silva desfilando em Mantena (Foto/reprodução)

O governo de Minas Gerais não cumpriu o pagamento do reajuste aos professores da rede estadual. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute-MG), o salário de fevereiro, pago no último dia 5, não teve o acréscimo de 11,36%, aumento anunciado em janeiro pelo Ministério da Educação (MEC).

Em 2015, o governador do estado, Fernando Pimentel (PT), e a categoria assinaram um acordo para o pagamento do piso salarial. “A expectativa nossa é que o governo cumpra aquilo que assinou. Na verdade Minas Gerais teve uma luta muito intensa pelo piso. Foram oito anos, três grandes greves, uma em 2008, outra em 2010 e outra 2011, além de muita mobilização e pressão, e ações judiciais”, afirmou a diretora do Sind-Ute-MG, Beatriz Cerqueira.

Segundo a assessoria do Executivo estadual, uma reunião está prevista para a próxima terça-feira (16) para tratar da forma de pagamento do piso salarial dos professores. Questionado, o governo não informou o motivo pelo não cumprimento do acordo.

Novas nomeações
Nesta quinta-feira (11), o executivo anunciou que vai nomear 30 mil novos professores para a educação básica nas escolas públicas este ano. O anúncio foi feito após uma reunião do secretário de governo, Odair Cunha, com representantes do Sind-Ute-MG, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

A intenção do governo é nomear também até 20 mil servidores que haviam sido efetivados pela extinta Lei 100, e que já prestaram concurso. Com isso, poderia chegar a 50 mil o número total de nomeações este ano.

Na próxima segunda-feira (15), o governo vai enviar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei para solucionar casos específicos de servidores que haviam sido contemplados pela Lei 100 e que foram dispensados, depois que ela foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Pela proposta, entre outros direitos, eles teriam cobertura do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) até 2018.