Mantenópolis e mais quatro municípios do ES estão com epidemia de dengue

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Dados são do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde.  Incidência da doença está acima de 300 registros a cada 100 mil habitantes.

Foto: Internet/Rede Social
Foto: Internet/Rede Social
Wesley Ribeiro De A Gazeta

Com a incidência de dengue acima de 300 notificações a cada 100 mil habitantes, cinco municípios capixabas estão com epidemia da doença.

Ao considerar apenas essa incidência como fator epidêmico, o Espírito Santo aparece em quarto lugar no ranking nacional de estados com epidemia de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde deste mês de março e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Em Jerônimo Monteiro, no Sul do estado, somente na última semana foram registradas 1.162 notificações da doença a cada 100 mil habitantes. A soma das quatro últimas semanas, eleva essa incidência para 2.736,6 notificações, para um município com uma população estimada de 11.876 habitantes.

Em Mantenópolis, Guaçuí, São José do Calçado e Vargem Alta, a incidência também ultrapassou o índice epidêmico, de acordo com dados da Sesa, divulgados na quinta-feira (24).

A gerente de Vigilância em Saúde da Sesa, Gilza Rodrigues, explicou que outros fatores devem ser considerados na hora de determinar se há epidemia ou não, como o histórico das notificações e o volume populacional.

“A incidência de 300 casos a cada 100 mil habitantes revela alto risco de contaminação. Isso é um alerta, mas outros fatores devem ser considerados. Não podemos afirmar que todo o nosso estado está com epidemia”, alegou.

Mesmo assim, o Espírito Santo aparece entre os oito estados com maior incidência da doença, com média de 391,4 casos. Minas Gerais lidera o ranking com incidência de 596,6, seguido por Mato Grosso do Sul, com 514,7 e Tocantins, com 462,1 casos a cada 100 mil habitantes, de acordo com o último balanço do Ministério da Saúde.

Gilza explica que o estado enviou para o Sul do Espírito Santo 20 funcionários da antiga Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que estão orientando e acelerando o processo de combate ao mosquito.

“Estamos fazendo uma força-tarefa lá, com esses profissionais que são experientes, com fumacê e palestras em escolas. Tais ações se estendem de acordo com o aumento da incidência de cada município”, disse.