Desempregada, mulher gasta quase R$ 4 mil por mês para cuidar de 200 gatos no ES

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Após começar a resgatar alguns animais, número de bichanos cresceu e hoje Angélica Broedel tem um abrigo. Ela conta com a ajuda de doadores para mantê-lo.

Por Naiara Arpini, G1 ES

Angélica com os gatos em sítio alugado para manter abrigo (Foto: Angélica Broedel/ Arquivo Pessoal)

O amor incondicional pelos animais fez com que, ao longo de quase 10 anos, Angélica Broedel mudasse completamente a rotina para cuidar de 200 gatos. Sem conseguir novos donos para os bichanos que resgatava da rua, ela precisou até mudar de endereço e criar um abrigo animal, que fica em Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo. Desempregada há um ano e meio, hoje ela conta com a ajuda de doadores e da família para manter o local.

O abrigo “Amor de 4 patas”, fica no interior da cidade e nasceu “por acaso”. Apaixonada por animais, Angélica pegava cães e gatos na rua para cuidar e, em seguida, doá-los a pessoas interessadas.

Mas, ao longo do tempo, o número de animais que chegava até ela ficou muito maior que o de que eram acolhidos por outras famílias.

“Eu trazia, cuidava e doava. Mas foi aumentando muito o número. Eu conseguia doar alguns, outros não. As pessoas começavam a me dar os animais com promessas de adotar depois. Eu levava, cuidava e a adoção não acontecia. E desse jeito eu cheguei aos 200 gatos”, contou.

Por causa da quantidade de animais, ela precisou se mudar e morar sozinha em um sítio, no interior. O local foi escolhido por ter mais espaço do que a antiga casa onde ela morava, mas já está sendo requisitado pelos proprietários, que têm planos para o terreno.

Além disso, desempregada há um ano e meio, Angélica precisa se desdobrar para arcar com as despesas pessoais e as que tem com os animais. Para os gastos pessoais, ela tem ajuda da família.

Já com os bichos, segundo ela, são cerca de R$ 3 mil por mês, para comprar 700 kg de ração para gato. Com a alimentação dos cães, o gasto é de R$ 400 mensais.

O jeito, segundo ela, é contar com a ajuda de doadores e “pendurar” as contas. “A gente vai pendurando, vai comprando, vai anotando, vai pagando o que dá. Sempre tem dívida”, contou.