Convívio com animais e poeira reduz risco de asma em crianças

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Contato com certos alérgenos antes do surgimento da doença respiratória pode ter efeito preventivo

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(foto: Reprodução/Internet/sobral24horas)

Cientistas norte-americanos descobriram que crianças expostas a alérgenos – substâncias que provocam alergias — de animais ou pragas durante a infância apresentam risco menor de desenvolver asma ainda na infância. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico internacional Journal of Allergy and Clinical Immunology e podem ajudar a criar estratégias que evitem o surgimento do problema respiratório.

Diversas pesquisas anteriores mostraram que a redução da exposição ao alérgeno pode ajudar a controlar a asma quando ela já está estabelecida, mas o novo trabalho sugere que o contato com certos alérgenos antes do surgimento da doença respiratória pode ter um efeito preventivo. “Estamos aprendendo cada vez mais sobre como o ambiente em que vivemos quando somos pequenos pode influenciar no desenvolvimento de certas condições de saúde”, explica, em comunicado, Anthony S. Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIH, pela sigla em inglês) e um dos autores da investigação científica. 

No estudo, os pesquisadores analisaram dados de 442 crianças coletados desde os primeiros meses de vida até os 7 anos de idade. Desse grupo, 130 crianças (29%) tiveram asma. As concentrações mais elevadas de alérgenos de barata, rato e gato presentes em amostras de poeira coletadas nas casas das crianças durante os três primeiros anos de vida (aos três meses, dois anos e três anos) foram ligadas ao menor risco de surgimento da doença aos 7 anos. Os pesquisadores observaram uma associação similar na análise de alérgenos para cães, embora não tenha sido estatisticamente significante. 

Para os autores, mais investigações são necessárias. Mas eles destacam que o resultado atingido pode ajudar a entender melhor a asma e, dessa forma, evitar sua ocorrência na população. “Nossas observações implicam que a exposição a uma ampla variedade de alérgenos internos no início da vida pode reduzir o risco de desenvolver asma. Pesquisas adicionais podem nos ajudar a identificar metas específicas para estratégias de prevenção de asma”, detalha James E. Gern, professor da Universidade de Wisconsin-Madison, e um dos autores do estudo. 

Gern também ressalta que novas opções de prevenção à asma podem beneficiar consideravelmente a população. “Se pudermos desenvolver estratégias para prevenir a asma antes de ela se desenvolver, ajudaremos a aliviar o fardo que essa doença coloca em milhões de pessoas, bem como em suas famílias e comunidades”, ressaltou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 235 milhões de pessoas tenham o problema respiratório, a enfermidade crônica mais presente nas crianças.

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