Após Estados Unidos, Israel decide se retirar da Unesco

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Anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo primeiro-ministro israelense

AF AFP

‘A Unesco se tornou o teatro do absurdo, onde se deforma a história, em vez de preservá-la’, disse o primeiro-ministro Netanyahu(foto: AFP / POOL / Sebastian Scheiner )
Israel anunciou, nesta quinta-feira, sua retirada da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), como os Estados Unidos, por causa da tomada de partido anti-israelense, segundo os dois, da organização da ONU, que tornou-se um “teatro do absurdo”.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “deu a instrução ao Ministério das Relações Exteriores para preparar a retirada de Israel da organização, paralelamente aos Estados Unidos”, afirma uma nota de seu gabinete. “A Unesco se tornou o teatro do absurdo, onde se deforma a história, em vez de preservá-la”, acrescentou.

ENTENDA O CASO

No início de julho, os Estados Unidos haviam advertido que analisavam seus vínculos com a Unesco, chamando de “uma afronta à história” a sua decisão de declarar a antiga cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, uma “zona protegida” do patrimônio mundial.

Na ocasião, a embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou que esta iniciativa “desacreditava ainda mais uma agência da ONU já altamente discutível”.

O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco inscreveu a Cidade Velha de Hebron nesta lista como um sítio “de valor universal excepcional”. Também colocou esta cidade, localizada nos territórios palestinos, na lista de patrimônios em perigo.

Hebron é o lar de 200 mil palestinos e centenas de colonos israelenses, que estão entrincheirados em um enclave protegido por soldados israelenses perto do local sagrado que os judeus chamam de o túmulo dos Patriarcas e os muçulmanos de Mesquita de Ibrahim.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu a decisão da Unesco como “delirante”.

Poucos meses antes, a Unesco havia identificado Israel como uma força de ocupação em Jerusalém.

Os Estados Unidos suspenderam sua participação financeira em 2011 após a admissão da Palestina como um Estado-membro.