Polícia apreende bens de família que arrecadou dinheiro para filho com doença rara

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Casal é suspeito de gastar indevidamente parte do dinheiro arrecadado para o tratamento do garoto, que tem síndrome rara.

DP Diário de Pernambuco

Os pais de Jonatas são suspeitos de gastar indevidamente parte do dinheiro arrecadado para o tratamento do garoto(foto: Facebook/Reprodução)
Os pais de Jonatas são suspeitos de gastar indevidamente parte do dinheiro arrecadado para o tratamento do garoto(foto: Facebook/Reprodução)

A Polícia Civil de Joinville cumpriu, na manhã desta quinta-feira, 01, um mandado de busca e apreensão na casa do casal Renato e Aline Openkoski, pais do menino Jonatas, que sofre de uma doença degenerativa rara e conseguiu, através de uma campanha nas redes sociais, arrecadar o valor de R$ 4 milhões para o tratamento. O casal é investigado sob suspeita de usar indevidamente parte do dinheiro de doações para o garoto, gastando a verba com viagem e bens.

Na ação, foram apreendidos um carro no valor de R$ 140 mil, celulares, alianças no valor de R$ 7 mil, relógios e outros objetos da casa da família, situada no Norte catarinense. O mandado de busca e apreensão foi cumprido pelos policiais civis por volta das 6h. Jonatas, de 1 ano e 8 meses, tem atrofia muscular espinhal (AME) e as doações foram pedidas para pagar a primeira parte do tratamento da criança.

Em entrevista à NSC TV, a delegada responsável pelo caso, Geórgia Bastos, afirmou que a ação policial faz parte do inquérito e que na sexta-feira, 2, a Polícia Civil divulgará mais informações sobre o andamento da investigação.

O bebê Jonatas, no primeiro dia de tratamento com medicamento importado dos EUA(foto: Facebook/Reprodução )
O bebê Jonatas, no primeiro dia de tratamento com medicamento importado dos EUA(foto: Facebook/Reprodução )

Investigação

Em janeiro deste ano, a Justiça já havia bloqueado, de forma liminar, os valores levantados com a campanha. A ação foi fruto de um pedido do Ministério Público de Santa Catarina. O MPSC argumentou que tinha recebido informações de que o dinheiro doado na campanha estaria sendo usado para bancar luxos, como uma viagem para passar o réveillon em Fernando de Noronha e a compra de um carro de R$ 140 mil.

Ainda de acordo com o MPSC, o casal não estava cumprindo acordo feito em audiência em outubro de 2017 para que prestasse contas dos recursos arrecadados e despesas. Em fevereiro, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso, a pedido do MPSC. No mesmo mês, a Justiça negou pedido da família para desbloquear os recursos conseguidos com a campanha.