Mais de 400 hectares foram queimados no Parque Estadual do Rio Doce, em MG

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Militares e autoridades traçam estratégias para extinguir incêndio — Foto: Corpo de Bombeiros Militar/Divulgação

Militares e autoridades traçam estratégias para extinguir incêndio — Foto: Corpo de Bombeiros Militar/Divulgação

O incêndio que atingiu o Parque Estadual do Rio Doce (PERD), desde a última sexta-feira (20), foi controlado e ao todo, 484 hectares foram queimados. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros, Instituto Estadual de Florestas, Polícia Militar e brigadistas, nesta terça-feira (24).

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De acordo com o Corpo de Bombeiros, a fase atual de combate se concentra no trabalho de rescaldo. “Nestes cinco dias, chegamos às 5h da manhã e ficamos até o final do dia. Hoje, estamos verificando a ‘linha do fogo’, que, com a chuva recente, parou de expandir. No percurso, a gente avalia se os troncos têm calor, se ainda estão em chamas ou soltam fumaça. O trabalho é importante porque se o clima voltar a esquentar, esse tronco pode sofrer reignição e a vegetação ao redor pegar fogo novamente. Então, fazemos toda a limpeza do entorno”, detalhou o Capitão dos bombeiros, Tiago Ferraz.

O incêndio começou próximo às residências do Bairro Alphaville, em Timóteo, e avançou em direção à mata. Segundo o militar, as causas das chamas estão relacionadas à intervenção humana. “Pela característica do local, perto de bairros, e onde o incêndio começou, seria quase impossível ser causa natural. Geralmente, o fogo se propaga por meio de descargas elétricas ou acúmulo de lixo. Incidência de raio solar também seria quase impossível por conta da vegetação verde, alta e densa. Realmente, esse incêndio foi consequência da ação humana, criminosa”, reforçou.

De acordo com a Polícia Civil, dois inquéritos foram instaurados e mais de 15 pessoas, ouvidas. O crime de provocar queimadas prevê de dois a quatro anos de prisão, além de multas. Algumas medidas para tentar recuperar a fauna e flora já começaram a ser planejadas.

“Os prejuízos são incalculáveis, mas a gente tem de acreditar na capacidade da natureza em se recuperar naturalmente. Por outro lado, temos estudado algumas intervenções para acelerar esse processo de recuperação. Por isso, vamos plantar mudas de espécies nativas”, disse o gerente do PERD, Vinícius Moreira.

Várias linhas de combate foram utilizadas durante o incêndio, mas, segundo o gerente, a construção de aceiros foi uma das estratégias mais importantes. “Na fase mais aguda do incêndio, as chamas estavam muito agressivas e a gente teve de realizar a intervenção mecânica. Com os aceiros que abrimos no meio da vegetação conseguimos bloquear as chamas e dar continuidade ao combate direto”, complementou.

Os bombeiros divulgaram que dois filhotes de papagaios foram encontrados mortos. Até esta publicação, uma cobra que seguia em direção ao incêndio foi resgatada e solta em ambiente seguro.

Troncos de árvores foram consumidos pelas chamas — Foto: Corpo de Bombeiros Militar/Divulgação

Troncos de árvores foram consumidos pelas chamas — Foto: Corpo de Bombeiros Militar/Divulgação

Área queimada

Biquinha e Juquita: 245 Ha
Salão Dourado: 18,2 Ha
Zona Alfa: 194 Ha
Zona Salão: 27 Ha

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