Depois de discutir com o sogro homem mata esposa no bairro Boa Esperança em Mantena, cresce feminicídio no Brasil

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A  discussão  do casal Werika Inácio de Oliveira, (24),  e do mecânico  Miguel Antônio Pereira, 35, presenciada  pelos  dois filhos do casal   na tarde deste sábado , (31),  no bairro Boa Esperança  começou com um desentendimento  do esposo  com  o sogro   e  terminou em  mais um assassinato de mulher aumentando a estatística de feminicídio no Brasil.

Briga de família 

De acordo com o Boletim de Ocorrência  na parte da manhã  o pai da vítima esteve na casa do casal e ao visualizar que uma das  torneiras da casa  estava aberta  começou a  proferir  palavras pesadas contra o autor  que    que  estava deitado  e ouviu as palavras  levantando e mandando o sogro  sair da sua   residência senão iria mata-lo, segundo depoimentos  o avô  já havia sido ameaçado  mais cedo  o que culminou  mais  tarde  com a morte  da mulher   e um fim de semana muito triste para os moradores do bairro boa Esperança, amigos e familiares. 

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De acordo com o Boletim de Ocorrência  diante da  denúncia de  discussão e briga  em uma residência do bairro Boa Esperança  no entardecer  deste sábado, (31),   os  policiais se deslocaram  para certificar o que teria  acontecido    sendo recebidos  pelo   autor do crime que foi  submetido     a busca pessoal, informando logo em seguida  que a sua esposa estava dentro de casa. O  autor confessou o crime.

Faca usada no crime

Na  residência  a vítima um mulher jovem de  apenas 24 anos   estava  caída na sala da casa em cima de uma possa de sangue com a arma do crime (faca)  sendo localizada  com manchas de sangue.  Foi acionado o SAMU, constatado que a vítima W. I. O. se encontrava em óbito, posterior acionado a perícia para os trabalhos de praxes.

Foi dado voz de prisão em flagrante delito ao autor pelo crime de homicídio, sendo conduzido a Delegacia de Governador Valadares, juntamente com o material apreendido.

Feminicídio

A violência contra as mulheres tem raiz numa cultura patriarcal, machista, que trata as mulheres com inferioridade, que delega aos homens o poder sobre suas vidas, seus corpos, suas ideias. É uma cultura que dá alta legitimidade aos homens para domesticar as mulheres e moldá-las de acordo com seus padrões e referências, e se necessário, matá-las. 

A palavra feticídio ganhou destaque no Brasil a partir de 2015, quando foi aprovada a Lei Federal 13.104/15, popularmente conhecida como a Lei do Feminicídio. Isso porque ela criminaliza o feticídio, que é o assassinato de mulheres cometido em razão do gênero, ou seja, a vítima é morta por ser mulher.

De acordo com o substitutivo aprovado, da deputada Policial Katia Sastre (PL-SP), o feminicídio passa a figurar como um tipo específico de crime no Código Penal, com pena de reclusão de 15 a 30 anos. Atualmente, a pena é de 12 a 30 anos.

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