
MANTENA – A política mantenense vive dias de tensão e incerteza após o recente posicionamento adotado pelo líder do prefeito no Legislativo. Em um discurso marcado pela eloquência, mas recebido com ceticismo por setores da sociedade, o líder do Prefeito, Wanderson Branca de Neve declarou que vai condicionar a votação de qualquer Projeto de Lei enviado pelo Executivo à resolução integral dos problemas da saúde no município.

Veja mais


Do lado de quem a Câmara se posicionou?
Embora o discurso do líder do Prefeito, vereador Wanderson Branca de Neve, tente se revestir de uma suposta “defesa do povo”, o impacto imediato é negativo: a iminente paralisia administrativa deve afetar áreas vitais, inclusive o pagamento de servidores públicos que recebem mais de um salário mínimo, cujo Projeto de recomposição salarial de 4, 26% foi enviado e apresentado ao legislativo, que se aprovado nesta última sessão, estaria caindo na conta dos servidores, beneficiando toda cidade inclusive os comerciantes locais.

Memória Curta e Contradições
O que mais causa indignação na população não é a cobrança por melhorias na saúde — uma demanda legítima e urgente — mas a origem dessa súbita “rigidez”. Críticos relembram que, no pleito anterior, quando o atual líder do prefeito ocupava a Presidência da Casa, a postura era oposta.
Naquela época, pedidos populares por uma CPI da Saúde, amplamente divulgados em redes sociais e levados pessoalmente às sessões, foram sistematicamente ignorados. Relatos dão conta de que os pedidos foram “engavetados a sete chaves”, e houve episódios de hostilidade onde cidadãos foram ameaçados de expulsão por força policial ao tentarem exercer seu direito de fiscalização.

O Risco da Moeda de Troca
Ao condicionar a governabilidade a uma “saúde das mil maravilhas” — um estado de perfeição utópico para qualquer gestão pública — o Legislativo parece usar a pauta como escudo político ou moeda de troca.
Enquanto o embate de forças ocorre nos gabinetes, a ponta final sofre. Projetos que garantem o fluxo financeiro da cidade correm o risco de expirar, transformando a saúde, que deveria ser a prioridade, em apenas um pretexto para o travamento institucional. A pergunta que ecoa nas ruas de Mantena é clara: de que lado a Câmara realmente está? Do lado da solução ou do lado do agravamento do caos?
Outras matérias









