
Existem trajetórias que não apenas preenchem o tempo, mas iluminam os lugares por onde passam. Hoje, temos a honra de homenagear duas mulheres extraordinárias, cujas jornadas são verdadeiros monumentos de fé, resiliência e amor ao próximo: Diomara Reis Viana, que celebra seu centenário de vida, e Maria Nunes Mendes, que aos 82 anos continua sendo um exemplo de vitória.

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Suas Vidas são Destaques:
As Histórias de Maria Nunes Mendes, 82, e Diomara Reis Viana, 100,

Um resgate emocionante sobre o legado de trabalho, conquistas e devoção dessas duas mulheres admiráveis. São exemplos vivos de resiliência, generosidade e superação que continuam a iluminar todos ao seu redor.




Maria Nunes Mendes nasceu em Conselheiro Pena, Minas Gerais, no dia 20 de abril de 1944. Filha de José Vitalino Mendes e Levina Nunes Mendes, cresceu em uma família simples, reservada e muito unida. Desde cedo aprendeu valores importantes como o respeito, a fé e o trabalho.
Criada em um lar adventista, sempre teve forte ligação com a igreja e com a obra de Deus. Sua mãe foi a pessoa que mais a influenciou na vida, sendo para ela um exemplo de força, coragem e superação. Maria recorda com admiração que sua mãe criou os filhos sozinha, trabalhando e lavando roupas, sempre com alegria e determinação.

Maria cuidou de sua mãe até os últimos dias de sua vida, demonstrando amor, dedicação e gratidão. A perda dela foi um dos momentos mais difíceis de sua
caminhada, deixando grande saudade em seu coração.
Por dificuldades financeiras, encontrou muitos desafios para ingressar na vida profissional. No entanto, conseguiu uma bolsa de estudos para cursar o magistério, formou-se e trabalhou durante 23 anos com dedicação e responsabilidade. Mesmo após aposentadoria, continuou servindo, colaborando com a Justiça Eleitoral no fórum. Ao longo da vida, Maria sempre esteve cercada de pessoas especiais.
Uma grande amiga foi “Fatinha Mol”, que a ajudava muito e estava presente sempre que ela precisava. Também cultivou uma amizade muito querida com Dulcinéia, companheira da igreja, com quem compartilhou muitos momentos de trabalho e comunhão.
Muito dedicada à igreja, Maria trabalhou durante toda a vida na obra do Senhor e afirma que, se pudesse, continuaria servindo até hoje. Sua passagem bíblica favorita é: “Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem a sua descendência mendigar o pão.”

Maria sempre valorizou a família e os amigos. Recorda com alegria de um aniversário especial que organizou, reunindo amigos para celebrar a chegada dos seus 40 e dos seus 50 anos. Também guarda lembranças carinhosas de viagens ao Rio de Janeiro e a Caldas Novas, realizadas junto ao Ministério da Mulher. Entre suas comidas preferidas está frango frito com maionese, e um dos objetos mais especiais que possui é uma foto de sua mãe guardada em um porta-retrato.
Hoje, Maria vive cercada pelo carinho da família, convivendo com Diomara, Keila e as meninas, que a acompanham e ajudam no dia a dia. Considera Deus seu porto seguro e acredita que sua família a define como uma mulher vencedora. Sua mensagem para todos é de perseverança e fé: lutar pelos sonhos e objetivos, sempre confiando e permanecendo na dependência de Deus.

Diomara Reis Viana nasceu em Itatiaia, distrito de Conselheiro Pena, no dia 13 de maio de 1926. Filha de Antônio Costa Maia e Maria Petronilha dos Reis, viveu uma infância simples, marcada pelas dificuldades e limitações da época.
Ainda jovem, mudou-se para Mantena, quando a cidade era cercada por matas e ainda não possuía energia elétrica. Chegou à região acompanhada de seus padrinhos, Manuel Baia e Alvina Baia, pessoas que tiveram grande importância em sua vida e caminhada.


Durante esse período, enfrentou momentos difíceis, como uma forte enchente no rio, que trouxe sofrimento às famílias que viviam próximas ao córrego. Mesmo sem a oportunidade de frequentar a escola regularmente e sem ter sido alfabetizada, Diomara sempre demonstrou grande sabedoria de vida, humildade e dedicação. Era conhecida por seu jeito calmo, quieto, acolhedor e trabalhador. Tinha profundo amor pelas coisas de Deus, participando com alegria dos cultos e dos louvores. Sua passagem bíblica favorita era o Salmo 23: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”.
Ao longo da vida, cultivou amizades sinceras e guardava muito carinho por pessoas especiais, como Maria Nunes e Durga. Também valorizava profundamente os encontros familiares e os aniversários dos padrinhos, momentos que lhe traziam felicidade e união.
Diomara apreciava as coisas simples da vida. Gosta de comidas caseiras, como lasanha, feijão, mamão e laranja doce. Ainda guarda lembranças muito especiais, entre elas um relógio que ganhou de presente de sua “Sinhá”, objeto que conservou com grande carinho.
Pessoa muito simples, entre as experiências marcantes de sua vida estavam as viagens para Guarapari, onde se encantava com a praia e o mar, ao lado de Valdomiro Baia. Também recordava com alegria sua participação em um congresso de mulheres em Colatina. Além disso, tinha o sonho de conhecer a cidade de São Paulo.
As perdas de seus padrinhos foram momentos de grande tristeza em sua vida. Um deles faleceu em decorrência de uma infecção, enquanto a madrinha sofreu um infarto, deixando profunda saudade em seu coração.
Diomara ficou marcada pelo amor e dedicação à igreja. Sempre muito zelosa com tudo o que se relacionava à casa de Deus, ajudava com alegria nos almoços comunitários, levando pratos preparados por ela mesma. Era lembrada também pela gentileza com que atendia as pessoas que iam buscar a chave da igreja na casa da “Sinhá”.
Durante a construção da nova igreja, demonstrou ainda mais seu espírito de serviço e carinho ao preparar guloseimas para os pedreiros que trabalhavam na obra, oferecendo apoio e cuidado através de pequenos gestos de amor. Sua história permanece como exemplo de fé, simplicidade, generosidade e dedicação ao próximo. Diomara Reis Viana deixou marcas especiais na vida de todos que tiveram o privilégio de conviver com ela.
Agradecimentos: Glauciene (Igreja Adventista de Mantena)
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