
Marquinhos da Saúde se pronunciou sobre o caso da professora da rede municipal Adriana Cristina da Silva, de 48 anos, que afirma ter sofrido graves complicações após uma histerectomia total abdominal realizada em janeiro de 2026, por meio de encaminhamento da Secretaria Municipal de Saúde de São João do Manteninha.

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Segundo relatos da professora, após a cirurgia realizada no Hospital São José, ela passou a sentir fortes dores e, poucos dias após receber alta, apresentou vazamento na região operada e um quadro grave de infecção. Um laudo médico apontou diagnóstico de “fístula vesicovaginal”, complicação que provoca comunicação anormal entre a bexiga e a vagina.
O documento médico também informa que Adriana apresentou perda urinária contínua no pós-operatório, precisou utilizar sonda vesical e foi afastada das atividades profissionais por 120 dias.

A professora relata ainda que enfrentou dificuldades para conseguir atendimento especializado pelo município. Segundo ela, uma consulta com urologista chegou a ser desmarcada, agravando ainda mais a situação. Adriana afirma também que um médico da rede pública levantou suspeita de possível erro médico durante o procedimento cirúrgico.
Na avaliação especializada feita posteriormente, a paciente afirma que foi constatada uma linha cirúrgica deixada internamente, o que teria provocado as complicações enfrentadas após a cirurgia.

Diante do caso, o ex-vice-prefeito de São João do Manteninha, Marquinhos da Saúde, criticou a condução da situação e cobrou esclarecimentos por parte da administração municipal.
“Por trás de cada número e de cada reclamação, existem pessoas reais a passar por dificuldades extremas. Relatos como o da professora Adriana mostram a urgência de uma mudança de postura na gestão da nossa saúde. Não podemos aceitar a omissão. Quem governa tem a obrigação de dar esclarecimentos e, acima de tudo, cuidar das pessoas. Continuaremos atentos e a dar voz a quem precisa”, declarou.
O caso repercute no município e levanta debates sobre a qualidade do atendimento oferecido na rede pública de saúde, além da necessidade de maior agilidade no acompanhamento de pacientes que enfrentam complicações após procedimentos cirúrgicos.
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