Ao postar a mesma imagem que postamos no decorrer destes três anos e quatro meses de governo, alimentava a esperança que um dia pudesse refazê-la de outra forma, pois tinha a convicção de que com o tempo a administração municipal ia se tocar e encarregaria de dar outros rumos ao nosso Município. Infelizmente, com os últimos acontecimentos, constatamos que os fatos em nada mudaram “Está tudo como dantes no quartel de Abrantes”

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A frase-título deste artigo, surgiu no início do século 19, com a invasão de Napoleão Bonaparte à Península Ibérica. Portugal foi tomado pelas forças francesas, porque havia demorado a obedecer ao Bloqueio Continental, imposto por Napoleão, que obrigava o fechamento dos portos a qualquer navio inglês. Em 1807, uma das primeiras cidades a serem invadidas pelo general Jean Androche Junot, braço-direito de Napoleão, foi Abrantes, a 152 quilômetros de Lisboa, na margem do rio Tejo. Lá instalou seu quartel-general e, meses depois, se fez nomear duque d’Abrantes.
O general encontrou o país praticamente sem governo, já que o príncipe-regente dom João VI e toda a corte portuguesa haviam fugido para o Brasil. Durante a invasão, ninguém em Portugal ousou se opor ao duque. A tranquilidade com que ele se mantinha no poder provocou o dito irônico. A quem perguntasse como iam as coisas, a resposta era sempre a mesma:
“Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”. Até hoje se usa a frase para indicar que nada mudou.





