Engrossados pela decisão e o exemplo do prefeito Sérgio Menegelli de Colatina – ES, que declarou publicamente pelas Redes Sociais que não estaria buscando sua reeleição explicando os motivos que o levaram a tomar a decisão cresceu sobremaneira o número de adeptos que também estão se manifestando contra a reeleição.
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O prefeito de Colatina, ES, Sérgio Meneguelli mesmo liderando as pesquisas preliminares como o candidato com maior possibilidade de conquistar a reeleição em seu Município surpreendeu a população do estado do Espirito Santo e vem servindo de exemplo para outras cidades em todo o Brasil:
“Eu dizia que era contra a reeleição por ser desonesta, eu não vou tentar a reeleição, eu pedi apoio para quatro anos, eu posso até um dia voltar a ser prefeito da minha cidade,mas, não disputar a reeleição porque eu acho que da maneira que a Lei permite hoje é desonesto, porque mesmo sem querer o politico acaba usando a máquina publica para fazer campanha”
A emenda constitucional nº 16, de 4 de junho de 1997, introduziu o instituto da reeleição no sistema eleitoral brasileiro. Essa emenda estabeleceu o direito de chefes do Poder Executivo disputar a reeleição para a mesma função, para um único mandato, e no exercício do cargo. Desde sua introdução, já foram realizadas sete eleições – quatro gerais e três locais – sob o regulamento da nova legislação e os debates, tanto na academia como entre decisores políticos, sobre suas consequências políticas e institucionais têm se intensificado a cada novo pleito.
Os defensores da reforma constitucional argumentam que o direito de reeleição pode ser uma forma de aperfeiçoar a capacidade decisória dos eleitores, permitindo punir o mau governante ou premiar o bom administrador.
Para seus críticos, o direito de reeleição dos chefes do Executivo fere os princípios de alternância no poder, de limitação temporal e, principalmente, de equidade nas condições de competição política. O candidato que ocupa um cargo público gozaria de poderes excepcionais, como o uso da máquina pública, durante o processo eleitoral.
O eleitor mudou e vem mudando cada vez mais, as informações são disseminadas em velocidade impressionante e hoje ele está muito mais atento e crítico em relação às ações realizadas pelos gestores públicos. Portanto, mais do que nunca, o foco deve ser a satisfação do cidadão e melhoria da qualidade de vida.
Um advogado mantenense que é contra reeleição explicou seus motivos: “Quando o prefeito coloca sua atenção na reeleição e em manter o seu “grupo” unido, ele acaba atendendo às necessidades desse “grupo” ficando distante de quem realmente manda na eleição: o cidadão comum e que depende diretamente das ações do poder público”, relatou.
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