Sem nenhuma tomada de posicionamento efetiva capaz de brecar a ação do coronavírus Mantena respira um clima de tristeza e dor com nove mortes pela Covid-19 na primeira quinzena de dezembro. Pelas Redes Sociais população culpa aglomerações em reuniões políticas para o crescimento dos óbitos e dos números.

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A situação estava desenhada desde o início da pandemia da Covid-19 quando diante do crescimento diário da doença as autoridades deram conta de que sem leitos de UTI – Unidade de Tratamento Intensivo o Município de Mantena estava propenso a no futuro prospero amargar a dor dos óbitos e um colapso no precário sistema de saúde existente.
Diante dos fatos e sabendo das possíveis consequências as autoridades municipais tiveram de correr atrás para comprar respiradores na tentativa de melhorar o atendimento médico aos pacientes da Covid-19 abrindo duas portas de atendimento imediato em cada um dos hospital o que foi muito propagado pela administração municipal na certeza de que naquele momento parecia ser uma solução com o prefeito chegando a comemorar através das mídias um momento em que havia zerado o números dos casos confirmados , porem aquele fato apenas amenizou o problema momentaneamente e o pior ainda estava para acontecer.
Sem tomar um posicionamento de maior status como um lockdown ou mesmo de colocar barreiras na divisa dos Estados e Municípios da região Leste mineira e noroeste capixaba , o que aconteceu em vários Municípios vizinhos, atos requeridos com apelos pela população pelas Redes Sociais e até mesmo em oficio pela OAB Mantena e que não foram atendidos, o Município se limitou a repetir os pedidos das autoridades da saúde em âmbito nacional em usar álcool em gel e máscaras e evitar aglomerações.
Diante das primeiras mortes e com grande dificuldades no atendimento aos pacientes do Covid-19 pelo Pronto Atendimento que sobrecarregado passou a entregar um serviço muito criticado pela população e para desafogar os chamados “postinhos dos bairros” a secretaria municipal de saúde criou o Centro de referência e atendimento ao Covid no PSF do Bairro Santo Antônio dando um sinal de que havia sentido o crescimento da doença e a necessidade de um maior controle e atendimento da população.

Sem desempenhar uma fiscalização rígida e flexibilizando sempre que podia a abertura e atuação do comércio usando com pouca frequência ou nenhuma eficácia a mídia de rádio ou de panfletagem efetiva deixando a população com incertezas e insegurança em diversos momentos da pandemia, se limitando em uma ação sanitária pelas ruas do centro, diante da inércia, da falta de fiscalização a população se acomodou até mesmo se acostumando com o fator “Covid-19” passando a agir naturalmente com algumas pessoas até mesmo questionando a existência da doença relacionando que contaminava e que “só matava idosos com morbidades” o que não é verdade e que foi evidenciado com o tempo.
O silêncio do secretário municipal de saúde cobrado pelo Mantena Online que no início se pronunciava sempre em lives e coletivas da imprensa veio com a chegada da política e durou até o seu fim.
Diante da necessidade política e em busca de votos para reeleição observamos a administração municipal conclamar convites para reuniões e aglomerações e aqueles que eram para dar o exemplo adotaram o silêncio e o pior se esqueceram temporariamente da “Covid-19” sendo advertidos pela Justiça Eleitoral sobre as aglomerações e os perigos com multas que chegaram a 200 mil reais.
Na mídia o Jornalismo Mantena Online não deixou de acompanhar a pandemia do coronavírus advertindo e mostrando a situação através dos Boletins Epidemiológico diários emitidos pela Secretaria Municipal de Saúde que mesmo diante dos fatos e do crescimento da doença não dispôs de plantões em feriados e fim de semana. As informações e o trabalho do Centro de referência e dos Postos são de segunda a sexta , talvez seja um dos únicos Municípios que não trabalham efetivamente com plantões e informações aos sábados, domingos e feriados .

Enfim passou a política e as aglomerações diminuíram, aos poucos o foco voltou para a doença que fortalecida retornou com eficácia em Mantena e toda região, sim, não foi somente no Município que as aglomerações aconteceram, a região Leste começou a sentir na pele, ou seja na falta de vagas dos leitos de UTI e a crescente manifestação de casos ativos com nossos entes queridos e amigos sendo internados pelos corredores dos hospitais a espera de vagas para transferência, em colapso anunciado da saúde do nosso Município consequentemente passamos a receber as noticias das mortes.
Ao final do mês de novembro, no dia 30, os familiares informaram a morte pelo Covid-19 do Sr. Antônio Carreiro Dias, 88, naquele momento estávamos estabilizados com 14 óbitos que cresceu para 23 óbitos com uma morte ainda em investigação.
Amanhecemos nesta segunda feira, (14), com a morte do jovem e querido Everaldo Cândido Gonçalves mostrando que ação do coronavírus não é somente em idosos com morbidades.

Estamos de luto! Estamos preocupados!
Foram 09 mortes pelo Covid-19 em apenas quinze dias com um laudo de muitos pacientes ainda internados em UTI – Unidade de Tratamento Intensivo e em alas e praticamente sem leitos em Governador Valadares, estamos a mercê da sorte e na dependência de abertura de vagas em cidades longínquas quando o paciente não tem assistência de familiares e seguem sozinhos.
É um momento de analises e introspecção. Nossos profissionais da saúde, motoristas de ambulâncias, atendentes, servidores, enfermeiros e médicos estão cansados e alguns até mesmo infectados pela doença. Nossa oração neste momento é direcionada a Deus que é soberano e grande para mudar situações e transformar realidades.
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