Talvez seja o reflexo da crise financeira em que atravessa o nosso país, o certo é que as ruas principais do centro de Mantena receberam nestes últimos dois anos novas adesões, irmãos “Terra Boa” tentando vencer na vida (sobreviver). Estão iniciando o seu próprio negócio como ambulante. Do outro lado da fita estão os comerciantes que pagam impostos e dão sustentabilidade para cidade. O Jornalismo Mantena Online faz uma análise sobre o fato e procurando observar os dois lados da moeda, bem como saídas para situação muito delicada.
O tema é polêmico e deve ser uma das petições que o prefeito eleito, João Rufino, deve receber logo no inicio do seu mandato, insatisfeitos, os comerciantes através do Grupo Mantena Protegida devem requerer em comissão uma solução para o problema que pertence ao executivo municipal seja resolvido.
Nesta semana, pelas Redes Sociais, uma empresária da loja Hering descontente com a situação clamou por socorro “Bom dia a todos, queria pedir as autoridades pra dar uma olhada nesses vendedores ambulantes, parece que todos querem colocar os carros só enfrente a minha loja, estacionam encima da faixa e não tem como os clientes nem estacionar os carros enfrente a loja de tanto vendedor ambulante que tem”, descarregou a adrenalina. Os comerciantes reclamam que mesmo com portas abertas não estão conseguindo ter a privacidade de sua loja invadida pela decoração de ambulantes de todos os tipos e com todo tipo de atividade comercial.
Criando raízes em competição desproporcional
Alguns respeitam os sinais e faixas, outros nem tanto, a população já acostumou sobremaneira com os ambulantes, exemplo disso no centro da cidade, o rapaz que trabalha como ambulante na Praça da Bíblia já criou raízes de trabalho no local, já tem até o apelido dado pelos mantenenes sendo chamado de Abacaxi, ou seja, já está criando raízes e agora quando a população quer comprar o abacaxi não procuram mais os supermercados e vendedores do gênero que ganharam mais um concorrente, eles já sabem o ponto que faz promoções do produto, (5×10) ao contrário dos comerciantes que não podem fazer a mesma oferta devido aos impostos , funcionários, alguns outros alugueis para pagar, se tornando o produto final mais caro. Outra comerciante do centro de Mantena logo expressou o seu apoio “ Virou um mercado, onde se vende de tudo. Fora que nem dá pra andar na calçada. Estamos juntos” … , reclamando da ocupação dos ambulantes nas calçadas das lojas “Na esquina da Wilson com José mol! Tive que passar pela rua porque a calçada estava toda ocupada”, exemplificou.
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Estratégias
Outros comerciantes estão tendo de serem verdadeiros artistas para imporem sobre a propriedade no local aonde trabalha no centro de Mantena, uma delas usou uma estratégia diferente “Imagino o que a Hering, Carlos Magno e Tecol básica passam com estes ambulantes…na semana passada começou um na minha porta vendendo milho verde ,aí comecei a chegar mais cedo que o carro do milho e a lavar a calçada que molhava e ele não encostava na minha porta” mostrando assim a real situação dos comerciantes em Mantena.





