
Mantena celebra seus 83 anos de história — a querida “Terra Boa” — em um clima que pouco se assemelha às festividades tradicionais. Enquanto a cidade olha para o seu passado de conquistas, o presente do seu Poder Legislativo é marcado por uma sombra que cresce a cada sessão: o título, conferido pela voz das ruas e ecoado pelas redes sociais, de ser a “pior Câmara de todos os tempos”.

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83 anos de Mantena: A crise de identidade de uma Câmara sob o peso da desaprovação popular

Entre o silêncio, a falta de independência e o rótulo de “pior da história”, o Legislativo mantenense chega ao aniversário da cidade sem respostas e sob pressão das redes sociais.

A crise não é apenas de popularidade; é de funcionalidade. Como diria o saudoso empresário Rogério Faustino: “O povo quer saber”. E o que o povo quer saber, neste aniversário da cidade, é se ainda há espaço para a independência política ou se a Casa de Leis se tornou um apêndice do Poder Executivo.

Quem é quem na engrenagem legislativa?
O questionamento ganha fôlego após o ofício enviado pelo vereador Michel Medeiros ao Mantena Online, que trouxe à tona a necessidade de escrutinar o desempenho individual de cada parlamentar. O documento expõe uma ferida aberta: existe uma discrepância entre quem produz e quem apenas ocupa uma cadeira.
O cenário é de perplexidade. Reuniões se sucedem, pautas são levantadas, mas, na sessão seguinte, o “esquecimento” toma conta. Indagações importantes não têm sequência, a fiscalização parece rarefeita e a memória institucional é seletiva. O que se observa, desde o início deste mandato, há um ano e seis meses, é uma paralisia que atinge o coração do processo democrático: a fiscalização em nome do povo.

“Bater continência” ou legislar?
A pergunta que circula nos bastidores e ganha força na internet é direta: os vereadores que possuem cargos ou apadrinhados na Prefeitura estão, de fato, legislando ou apenas “batendo continência”?
A falta da tradicional concessão de títulos de Cidadão Honorário neste aniversário de 83 anos é apenas o detalhe mais visível de uma gestão legislativa que parece ter perdido o seu protagonismo. Quando a Câmara deixa de honrar quem contribui para o município e se omite diante de perguntas cruciais da população, como no caso Geraldo Junior, o que resta é o silêncio — um silêncio que, para o contribuinte, soa como conivência ou falta de sabedoria.

O “Cabresto” e a busca por independência
O vereador Michel Medeiros levantou um ponto crucial ao sugerir que existem parlamentares sendo prejudicados por exercerem, de fato, um trabalho diferenciado, sendo colocados no mesmo “balaio” daqueles que pouco produzem. Diante disso, a cidade exige transparência: quem são aqueles que, de fato, honram o mandato, e quem são os que se deixaram conduzir pelo “cabresto” político?
Para que Mantena saia deste ciclo de “blá-blá-blá” e promessas vazias, é necessário muito mais do que reuniões de gabinete com café e conversa fiada. É preciso:
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Ações sólidas: Projetos que impactem a vida do cidadão, não apenas homenagens protocolares.
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Independência política: O Legislativo não é braço do Executivo; é o seu fiscalizador.
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Posicionamento claro: O povo não aceita mais a omissão travestida de política.
Neste aniversário de 83 anos, o presente que a população espera da Câmara Municipal não é uma festa, mas sim a prova de que a independência política ainda respira. Se os vereadores não tomarem decisões ao lado do povo, o rótulo de “pior Câmara de todos os tempos” deixará de ser uma crítica para se tornar o legado oficial deste período na história da Terra Boa.
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