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Crise de Gestão entre UNIRAD (Gestão) e Hospital São Vicente de Paulo (Diretoria) respinga na saúde de Mantena

Entre o sucesso financeiro, aumento da resolutividade e o conflito de comando, HSVP vive queda de braço entre a Unirad e a Direção da Irmã Neli; bloqueios judiciais e ingerência política travam pagamentos.

Mantena Online por Mantena Online
janeiro 8, 2026
em Cidade, Destaque, Estado, Mantena, Política, Urgente
Crise de Gestão entre UNIRAD (Gestão) e Hospital São Vicente de Paulo (Diretoria) respinga na saúde de Mantena

Crise de Gestão entre UNIRAD (Gestão) e Hospital São Vicente de Paulo (Diretoria) respinga na saúde de Mantena

EXCLUSIVO– O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), instituição histórica de Mantena que já atravessou períodos de insolvência financeira, encontra-se hoje no centro de uma complexa disputa de gestão. De um lado, a Unirad, empresa contratada para modernizar a administração; do outro, a Diretora, que reassumiu funções de comando, gerando o que especialistas chamam de “gestão paralela” – um modelo que segundo comentários de bastidores tem travado o fluxo de caixa e colocado em risco o atendimento à população.

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O Histórico: Da Falência ao Crescimento de 67%

O cenário nem sempre foi de disputa. Segundo informações, antes da intervenção técnica, o Hospital São Vicente estava tecnicamente falido, acumulando dívidas com a Receita Federal, fornecedores, INSS e FGTS, CEMIG e etc.

Após o fracasso da tentativa de gestão com  várias empresas que não demonstraram capacidade e  foram dispensadas por não dar resultados, ou não conseguirem manter   parceria com o governo do ex-Prefeito  João Rufino, a oportunidade de parceria com a Unirad  surgiu sob a visão da antiga Diretoria, que vendo que  o modelo aplicado ao Hospital Evangélico estava  surtindo efeito positivo e melhorias, fez o Convite para uma terceirização da gestão do São Vicente para a Unirad.

Segundo Boletim Informativo, a  partir de janeiro de 2023, sob comando total da empresa Unirad, o Hospital viveu uma guinada: a receita saltou 67% , correção do setor de faturamento, demostrando ao SUS o que realmente a instituição estava fazendo, com  os salários dos funcionários rigorosamente pagos em dia até agosto do ano anterior, onde foram feitos acordos coletivos e colocados em ordem financeira os pagamentos dos colaboradores e terceirizados (médicos).

O Conflito: O Surgimento do Comando Paralelo

Com a liderança dividida as dificuldades se acentuaram com um comando paralelo 

Ainda segundo os  bastidores, a crise institucional começou a se desenhar com a saída da diretoria anterior e a ascensão da nova diretoria. Segundo relatos, a nova direção passou a interferir diretamente na logística da gestão, nas indicações de novos profissionais médicos, ordens paralelas aos coordenados dividindo o comando com a Unirad, instaurando um clima de desconfiança e insegurança, o que vem culminando com a saída de profissionais de excelência da instituição e gerando um clima de insegurança a todos.

Desde setembro de 2024, o clima  “diferenciado” se instalou. A Unirad afirma que a autonomia garantida em contrato foi violada. O impasse é claro: nos momentos de crise financeira, a Unirad é chamada para solucionar; nos momentos de decisão estratégica, a diretoria busca o protagonismo da linha de frente, tenta acordos políticos sem sucesso, atração de recursos sem comunicar a gestão, respostas aos processos sem a anuência do jurídico do Hospital, procedimentos no CRM sem anuência da gestão entre outros comandos sem atuação da gestão.

A Câmara Municipal de Mantena até hoje não conseguiu  explicar o que vem acontecendo, e volta e meia solta uma inverdade, seria preciso que os vereadores usassem da prerrogativa de investigação e descubra realmente o  vem acontecendo, sem sair do local e somente com falas, deixam a desejar… Quem sofre com o  descaso é a população que precisa da saúde em Mantena

O Nó Financeiro: Bloqueios Judiciais e Transparência

Diferente do que propaga a desinformação política, a Unirad esclarece um ponto crucial: a empresa nunca recebeu repasses diretos da Prefeitura para gestão dos hospitais. Todo o recurso proveniente do município e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais é depositado na conta oficial do Hospital São Vicente de Paulo.

O entrave atual não é a falta de dinheiro — já que os entes públicos estão em dia — mas sim a impossibilidade de movimentação. As contas do hospital sofrem bloqueios judiciais devido a dívidas passadas, execuções fiscais de prestadores e fornecedores. Devido ao conflito de informações entre a direção e a gestão da Unirad, os advogados não conseguem os dados necessários para peticionar e desbloquear os valores para pagamento de pessoal e fornecedores.

Politicagem e o Futuro do Pronto Atendimento

A Unirad também denuncia o uso oportunista da crise por “políticos aproveitadores”. Vereadores têm sido acusados de trocar a fiscalização técnica pela politicagem, confundindo a população sobre a responsabilidade do Pronto Atendimento (PA).
A empresa é categórica: o Pronto Atendimento pertence ao Hospital São Vicente de Paulo, e não à Unirad. A cobrança por melhorias e gestão no PA deve ser direcionada à direção do hospital.

As Saídas: Autonomia ou Rompimento

O plano da Unirad para o futuro do HSVP inclui a ampliação de serviços de urgência, emergência, partos e a tentativa (até agora travada por falta de acordo) de implantar a Hemodiálise dentro da unidade. Para que isso ocorra, a empresa exige:

1. Autonomia total da gestão administrativa para restaurar a unidade de comando.
2. Respeito ao contrato de gestão única com autonomia total. Enquanto o impasse jurídico e administrativo continua, a população de Mantena aguarda uma definição. O Hospital São Vicente de Paulo está no lucro, mas a paralisia decisória ameaça levar a instituição de volta aos tempos de insolvência. 

Nota da Redação – O Jornalismo Mantena Online  abre o espaço para que o Hospital São Vicente de Paulo e sua Direção, se lhe interessar  possa se manifestar em matéria  como Direito de Respostas.

Outras matérias 

Câmara faz nova reunião nesta quinta, (08), para discutir Lei já aprovada e  levanta questionamentos em Mantena

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