Jovem de 30 anos viajou para a Europa na sexta-feira. Ao desembarcar, passou mal e morreu. Família aguarda atestado de óbito.

O amigo, que iria recebe-la no aeroporto, se dirigiu ao hospital quando soube do caso. “Quando ele chegou lá, foi informado de que minha irmã tinha morrido. Ele me ligou e disse: ‘Sua irmã morreu, estou aguardando para ver o corpo’.”
Desacreditada, Mariana entrou em contato com as autoridades. “Minha irmã era saudável. Em novembro do ano passado, nossa mãe morreu por causa de um câncer. Naquele período, fizemos todos os exames. Ela não tinha nenhum tipo de problema”, contou. A jovem teria ingerido apena um medicamento para enjoo e um antialérgico.
“Minha irmã era saudável. Em novembro do ano passado, nossa mãe morreu por causa de um câncer. Naquele período, fizemos todos os exames. Ela não tinha nenhum tipo de problema”
Mariana Araújo de Miranda, irmã da vítima

A família solicitou o diário de bordo da ambulância que socorreu a jovem e o prontuário médico com o objetivo de buscar por respostas.
A irmã foi até à Polícia Civil de Minas Gerais, onde foi orientada a procurar a Polícia Federal. “Lá, eles me informaram que só atuariam no caso se ela tivesse morrido dentro do avião. Mas, temos nossas dúvidas porque, em um primeiro momento, foi informado que ela teve uma parada cardiorespiratória dentro da aeronave. Já a Latam informou que ela foi levada consciente até a ambulância”, disse.
Mariana pede para que outros passageiros que tenham testemunhado o ocorrido relatem o que viram na última sexta-feira. “Queremos respostas e não queremos ter apenas uma versão dos fatos”, acrescentou. Luana viajava no assento 40F.
A Latam, segundo Mariana, disponibilizou o translado do corpo, além de passagens de ida e de volta para o amigo para o Brasil. “Estão prestando todo o apoio”, afirmou.
Nota do Itamaraty
Em nota, o Itamaraty informou que “o Consulado do Brasil em Milão acompanha o caso e presta assistência à família da brasileira. Em observância ao direito à privacidade dos envolvidos, bem como às disposições da Lei de Acesso à Informação e do decreto 7.724, o Itamaraty não pode fornecer informações adicionais sobre o assunto.”
“Esclarecemos que, quando um cidadão brasileiro morre no exterior e sua família opta por trazer seus restos mortais ao Brasil, as embaixadas e os consulados brasileiros procuram apoiar os familiares com orientações gerais, a expedição de documentos (atestado de óbito, por exemplo) e também no contato com autoridades locais (especialmente para tentar agilizar e facilitar os trâmites).”






