
Por Redação
O cenário político em Mantena atravessa um dos momentos mais turbulentos de sua história recente. O que deveria ser uma sintonia em prol do desenvolvimento da “Terra Boa” transformou-se em uma “queda de braço” constante entre vereadores e secretários municipais, gerando um impasse que, segundo observadores, tem travado o ritmo da gestão do prefeito Gentil Mata da Cruz.

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Crise política em Mantena: “Queda de braço” entre Câmara e secretariado trava gestão municipal

Clima de tensão, troca de acusações e esvaziamento político preocupam a população de Mantena; enquanto parlamentares pedem mudança no primeiro escalão, secretários criticam falta de apoio em eventos oficiais.

O embate de narrativas
O conflito, que ganhou força nos bastidores, expõe uma divisão clara. De um lado, vereadores alegam falta de interlocução, afirmando que suas demandas — muitas vezes trazidas diretamente pela população — não são atendidas pelas secretarias.
Do outro lado, o secretariado rebate a crítica com um tom de insatisfação política: secretários afirmam que os parlamentares têm se recusado a prestigiar eventos oficiais, desde inaugurações e entregas de honrarias até caminhadas institucionais.

Relatos extraoficiais apontam que o estopim desta crise pode ter sido a organização da festa de 83 anos de Mantena. Comenta-se que a ausência de parte dos vereadores no evento teria sido um protesto silencioso contra a realização da festa, que alguns parlamentares consideraram um gasto público excessivo, enquanto os secretários pressionavam pela concretização da celebração. Até o momento, nenhuma das partes confirmou ou negou oficialmente tais motivações.

Pressão na Tribuna e instabilidade
A tensão atingiu o plenário da Câmara Municipal na antepenúltima reunião. Em um movimento que marca uma mudança de postura, o líder do prefeito na Casa utilizou a Tribuna para subir o tom, sendo enfático ao sugerir que chegou o momento de o chefe do Executivo promover uma reforma em seu secretariado.
Na reunião desta segunda feira, (15), aconteceu uma convocação em bloco de diversos secretários para prestarem esclarecimentos na Câmara — uma prática que, segundo fontes, era rara até dois meses atrás — tornou-se a nova rotina, evidenciando o desgaste na relação entre os poderes.

O “isolamento” do prefeito e o impacto na gestão
Entre a população e os corredores da prefeitura, circula a tese de que o prefeito Gentil Mata da Cruz estaria sendo “blindado” pelo próprio secretariado, dificultando o acesso tanto dos vereadores quanto do povo. O paradoxo é notório: mesmo com números que indicam uma produtividade superior em um ano e meio de mandato em comparação ao período integral da gestão anterior, os frutos desse trabalho correm o risco de serem ofuscados pelo fogo amigo.
Com um grupo político fragmentado, onde cada lado puxa a corda para uma direção diferente, a administração municipal sofre um esvaziamento político. A pergunta que ecoa nas ruas de Mantena e que fica sem resposta imediata é: se aqueles que deveriam lutar juntos por um objetivo comum estão separados, qual será o impacto para o futuro da cidade?
A população, atenta e crítica, segue observando o embate, na expectativa de que a governabilidade prevaleça sobre a vaidade, antes que os prejuízos ao crescimento do município se tornem irreversíveis.
Como você avalia o impacto dessa crise na rotina administrativa de Mantena e qual seria, na sua opinião, o papel da população neste momento de impasse entre o Legislativo e o Executivo municipal?
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