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A importância e a qualidade dos negócios mundanos ofertados pela Zona ou a Rua da Coreia em Mantena

Neto Mendes foi criativo e como sempre retrata de uma maneira sensata esta polêmica Rua em Mantena... Para alguns era a Zona, para outros Coreia e para todos era um lugar proibido de má reputação na sociedade, nas igrejas, na maçonaria, nas escolas...

Mantena Online por Mantena Online
fevereiro 22, 2024
em Cidade, Destaque, Estado, Mantena, Urgente
A importância e a qualidade dos negócios mundanos ofertados pela Zona ou a Rua da Coreia em Mantena

O Cassino e Boate Lapaloma ficava na área centra da Zona Boêmia ou Rua da Coreia e atraia jogadores e amantes da noite de toda região Leste de Minas, Noroeste Capixaba e Sertões baianos - Foto: Mantena Antiga Cezar Sales/Facebook

A COREIA É LOGO ALI…

(Por Neto Mendes)

O Cassino e Boite Lapaloma foi o símbolo dessa época,  localizado  na área central da Zona Boêmia ou Rua da Coreia  atraia jogadores e amantes da noite de toda região Leste de Minas, Noroeste Capixaba e Sertões baianos – Foto: Mantena Antiga Cezar Sales/Facebook

Para muitos Coreia era um país do sudeste asiático que foi cortado ao meio pela intolerância. Assim surgiram a Coreia do Norte que tem um regime comunista ditatorial e louco e a Coreia do Sul que é capitalista através da educação mudou o seu nível cultural e econômico se tornando em 30 anos num país do primeiro mundo.

Mas a coreia daqui em questão é logo ali! Para ter uma coreia daquela “catigoria” reforça a tese que Mantena com seus 68 mil habitantes nos anos 60, era um centro econômico e político de maior importância na zona do Contestado com quase 340 mil habitantes.

Em Mantena a coreia começava na atual Rua Olegário Maciel, no final da Avenida Getúlio Vargas atual José Mol. Indo na direção da antiga Oficina Mecânica do Zé Rosa – Foto: Grupo Mantena Antiga Cezar Sales 

Tinha uns quatros lugares espalhados pela cidade além da coreia propriamente dita, a volta da Adelaide ainda é hoje nome de referência em Mantena. Quando um forasteiro perguntava a onde é a coreia a resposta era simples. É ali! Em Mantena a coreia começava na atual rua nominado Olegário Maciel, no final da Avenida Getúlio Vargas atual José Mol. Indo na direção da antiga Oficina Mecânica do Zé Rosa, virando a direita iniciava a zona do conflito literalmente.

Para alguns era a Zona, para outros Coreia e para todos era um lugar proibido de má reputação na sociedade, nas igrejas, na maçonaria, nas escolas. Dizem que nas cidades mineiras passa uma linha de trem no meio, de um lado fica a igreja do outro da linha a zona. Mas Mantena não se encaixa nessa constatação, aqui não tinha trem. Aqui era zona do Contestado e a igreja fica na Praça Central. Mas a zona em questão estava localizada bem pertinho do centro, La Paloma, Geraldinho, Sirim entre tantos estão na memória afetiva dos mantenenses.

Passar pela coreia de dia era um desafio dependendo da idade. Quando nos meus 8 a10 anos íamos em uns 20 meninos tomar banho no Miliano escondidos, nós tínhamos que continuar a desobediência familiar e passamos por dentro da Coreia.  Tinha muitas casas dos dois lados talvez uma centena delas era uma rua longa com uma curva acentuada para a esquerda rumo ao Miliano.

A importância e a qualidade dos negócios mundanos ofertados pela rua era de acordo com a imponência das casas. As casas suntuosas eram mais caras tudo que se consumia ali custava mais. Por dentro as decorações eram forte com luzes coloridas principalmente a luz vermelha e os quartos prontos para o deleite.

Nas principais casas os clientes tinham direito a musica ao vivo ou mecânica. A medida que se vai caminhando em direção ao Mané Amâncio as casas iam ficando mais pobres e as mulheres também. Tinha de tudo para todos os bolsos, brancas, morenas, ruivas, negras, índias, gordas, magra, com dentes, sem dentes.

A Rua da Coreia era como uma cena dos filmes mais puro sangue do realismo italiano sob lá regia de Federico Fellini. O lugar era cinematográfico…  as mulheres ficavam nas janelas, nas portas e nas calçadas, tomando sol e batendo papo entre elas e chamando os passantes, olha que eram muitos passantes principalmente do interior isso durante o dia e pela noite era frequentado mais pelo residentes em Mantena e viajantes.

Quem fazia sucesso era Gessi Pinheiro da Silva, o Gessi Doceiro, com a inédita Espada Maldita – Foto: Grupo Mantena Antiga Cezar Sales – 

Ouça o Sucesso …

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Haviam muitos deles pela quantidade de pensões na cidade. Cada uma das moças tinha seu charme que podia ser a camisola, o decote e  o batom,  a medida que íamos andando a trilha sonora mudava, pois cada casa tinha seu gosto, mas tinha um gosto único, era a música “A espada Maldita” gravado pelo mantenese Gessi Doceiro, sucesso de crítica e de público.

E todos passantes eram chamados de amor! Nesse época com a nossas idades passar ali pela coreia era uma aventura com muita adrenalina. O medo de ser abordado por uma dama, por um policial de preferência o Dairão ou por nossos pais, qualquer deles   fazia  o coração  bater  forte no peito, mas todos esses riscos não nós intimidava, essa era a nossa rota certeira rumo ao poço do Miliano … Passar por ali, pela coreia!

O ambiente era frequentado exclusivamente por homens: casados, solteiros, jovens e adolescentes esses último ficavam mais perdidos que cego em tiroteio na Coreia, pareciam garnisé cantando de galo em terreiro de adultos. A turma da noite do estadual saiam juntos e combinavam na última aula de irem passear na coreia. Mas se perguntar a alguém se foi, todos negam, “eu não! nunca fui!”.

Este era o famoso Geraldinho, um homem além do seu tempo, comerciante que aliava a comida, através do seu feijão tropeiro  com a música ao vivo, fez grande sucesso, as mulheres só permitiam os maridos irem ao local na boca da Zona  para comprar o famoso prato – Foto: Grupo Mantena Antiga Cezar Sales/Face book 

A entrada da Coreia era uma sensação na sociedade mantenense onde ficava o famoso restaurante do Geraldinho da Zona, antes era dentro da Zona. O bife de porco acebolado com arroz e feijão tropeiro da dona Elsa era o mais requisitado da cidade pela alta sociedade, pelas grávidas, pelas resguardadas. Ia do padre ao promotor nem o juiz da comarca ficava sem essa iguaria. Esse prato era maravilhoso principalmente no fim de noite depois dos goles, podia chegar as 3h da manhã que tinha o bife suculento, macio e acebolado com tropeiro e arroz(só de lembrar da água na boca).

O bar tinha música ao vivo só os craques tocavam lá no Toninho. Só para citar o Zé Neto, Alterar Dutra….. O bar vivia cheio a cozinha dava conta a noite toda de fazer esse sensacional PF. Sem falar nos pedidos de fora, eram muitos pedidos, eram pedidos de desejos, acho que o delivery foi inventado em no Mantena.

Geraldinho, seu filho Toninho e Dona Elza – Foto: Grupo Mantena Antiga Cezar Sales – Face Book

Eram desejos das gestantes e das resguardadas. Elas davam aos maridos o consentimento de irem à coreia buscar o prato mais falado em toda a zona para elas se deletarem, o prato da famosa Coreia da zona do Contestado, Mantena-MG.

Veja mais 

Aí que saudades de mais um baile do melhor Carnaval do mundo, Mantena-MG.

 

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