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Motorista é condenado a 12 anos de prisão por atropelar e matar jovem em BH

Redação por Redação
junho 26, 2017
em Destaque, Estado, Geral, Itabirinha, Polícia, Regional, São João do Manteninha, Urgente

Alan Ribeiro Vieira admitiu que consumiu bebida alcoólica, mas disse que tinha condições de dirigir; atropelamento em maio de 2013 matou uma jovem de 22 anos.

Por G1 MG, Belo Horizonte

Alan Ribeiro Vieira foi condenado a 12 anos de prisão por atropelamento seguido de morte em Belo Horizonte (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou nesta segunda-feira (26) um motorista a 12 anos de prisão em regime fechado por ter atropelado duas pessoas em 2013, sendo que uma delas morreu. A defesa informou ao tribunal que vai recorrer da sentença. O réu vai aguardar o julgamento dos recursos em liberdade.

O atropelamento foi no dia 2 de maio de 2013, na Avenida Antonio Carlos, em Belo Horizonte. O motorista, que apresentava sinais de embriaguez, atropelou Fernanda Francisca Alves Pereira, de 22 anos, e o marido dela, Igor Pablo Santos Silva, também de 22 anos quando eles estavam na calçada. Ele teve ferimentos leves, mas ela não resistiu.

Acusado de homicídio com dolo eventual – quando a pessoa assume o risco de matar, Alan Ribeiro Vieira, de 39 anos, começou a ser julgado no dia 11 de abril desde ano, mas o júri foi remarcado por que ele passou mal e precisou de atendimento médico.

No julgamento desta segunda-feira (26), Vieira assumiu que bebeu pequena quantidade de álcool até a meia-noite anterior ao acidente e dormiu ao volante. Ele ainda contou que ficou atordoado com a batida e apanhou de pessoas que estavam no local.

Uma garrafa de uísque foi encontrada dentro do carro do réu, que afirmou que era de uma prima, e não dele. No momento do acidente, ele não foi submetido ao teste de bafômetro. Alan chegou a cumprir quatro meses de prisão preventiva e foi solto para esperar o julgamento em liberdade.

No julgamento, a acusação mostrou depoimentos de policiais e médicos que atenderam Alan no dia do atropelamento. Eles atestaram que o grau de embriaguez era alto, já que o motorista apresentava os olhos vermelhos, dificuldade para falar e exalava um cheiro forte de álcool.

Os advogados de defesa reconheceram que o cliente havia consumido bebida alcoólica antes do atropelamento, mas pediram que o júri considerasse o homicídio como culposo – quando não há intenção de matar. Os advogados disseram que, apesar do consumo alcoólico, Alan Ribeiro Vieira tinha condições de dirigir. O Ministério Público defendeu a condenação por dolo eventual.

 

Motorista tinha sinais de embriaguez e garrafa de uísque no carro (Foto: Sara Antunes /G1)

Outros julgamentos

Este é o quarto júri de crime de trânsito em Belo Horizonte e o terceiro de motoristas com sintomas de embriaguez.

No primeiro, em 2016, Felipe Hilário, o motorista da carreta que atingiu vários veículos no Anel Rodoviário de Belo Horizonte, foi absolvido.

A primeira condenação foi no segundo júri. Gustavo Bittencourt foi considerado culpado em fevereiro deste ano por dirigir embriagado e na contramão da Avenida Raja Gabaglia. Ele bateu de frente com um carro e o motorista morreu. Bittencourt aguarda julgamento de recursos em liberdade.

O último júri foi de Felipe Júdice Lunardi. Ele foi condenado por atropelar e matar um policial militar que sinalizada um acidente na BR-356. O teste do bafômetro apontou que Lunardi tinha consumido bebida alcoólica. Ele também espera o julgamento de recursos em liberdade.

 

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