
MANTENA – O clima nas ruas sobre os bastidores do Legislativo mantenense é de indignação. O que se ouve nos quatro cantos da cidade é uma definição amarga: esta seria uma das piores legislaturas da história do município. Um dos muitos motivos? Um silêncio que incomoda e uma aparente paralisia diante de temas que afetam diretamente a vida e o bolso do cidadão.

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O Mistério das Águas na Divisa
A maior preocupação atual vem da região da Divisa de Minas com o Espírito Santo. Com o anúncio da construção de uma barragem na área — obra já autorizada pelo prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos — os moradores de Mantena vivem dias de incerteza.
O que acontecerá quando as águas do Rio São Francisco forem represadas? Onde estão os estudos de impacto? Enquanto a população busca respostas, os vereadores de Mantena parecem ignorar a urgência do tema, furtando-se de cobrar esclarecimentos ou liderar um debate necessário sobre o futuro daquela região.

A Creche Santo Antônio: O Monumento ao Descaso
Outro ponto de fervura é a situação da Creche Municipal do Bairro Santo Antônio. A obra, que atravessou os oito anos da gestão do ex-prefeito João Rufino, tornou-se um símbolo de promessas vazias. A Câmara Municipal da época é duramente criticada por ter avalizado empréstimos que endividaram até o SAAE, sob o pretexto de finalizar a unidade infantil.
Mesmo com a promessa feita na tribuna de que a inauguração ocorreria em janeiro de 2026, março já se aproxima do fim e o cenário permanece o mesmo. “É uma vergonha”, desabafa uma mãe que esperou dez anos pela creche. “Meu filho já cresceu, não preciso mais, mas outras mães precisam. Enganaram o povo e os vereadores ficaram calados enquanto endividavam o município.”

O Peso do Voto e a Herança Maldita
A conta para os atuais e antigos parlamentares deve chegar nas urnas. O sentimento de que a Câmara “embalou na viagem” do Executivo sem fiscalizar a aplicação real do dinheiro público gera revolta.
Agora, a expectativa recai sobre a gestão do Prefeito Gentil para resolver o que oito anos de promessas não cumpriram. Enquanto isso, a pergunta que ecoa nas ruas de Mantena é uma só: cadê a Câmara Municipal para defender os interesses do povo?
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