A saúde pública é, reconhecidamente, o gargalo mais sensível da atual administração e a principal queixa do cidadão mantenense. Por isso, a recente Audiência Pública para a elaboração do Plano Municipal de Saúde (PMS) 2026/2029 era esperada como um divisor de águas. 
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A Audiência Pública foi um evento realizado pelo Governo Municipal, e foi muito além de uma mera formalidade legal: foi um espaço técnico e popular para tirar a saúde da “gaveta do descaso” e tentar traçar um novo rumo para os próximos anos.
No entanto, o que deveria ser um debate de união pelo município foi marcado por um vazio ensurdecedor nas cadeiras do Legislativo. Dos 11 vereadores, mais da metade não compareceu, gerando indignação entre os presentes que buscam soluções para as falhas acumuladas nos últimos oito anos.

O Peso das Ausências


A ausência mais comentada foi a de Wanderson Branca de Neve, Líder do Prefeito na Casa. Como articulador direto entre o Executivo e o Legislativo, sua falta em um evento de autoria do próprio governo sinaliza um descompasso político ou, no mínimo, uma despriorização do tema.
Além dele, os vereadores Genivaldo Assis, Valtair da Ambulância, Geane do Lico, Dr. Humberto Dentista e Dani Vaz também não foram vistos no local. Embora o evento tenha contado com transmissão ao vivo, a presença in loco é o que valida o compromisso direto do parlamentar com o debate olho no olho e com a fiscalização das metas que guiarão a saúde de Mantena até 2029.

Quem Deu as Caras (e como participou)
Apenas cinco vereadores estiveram presentes: o Presidente da Casa, Genilson Brier, Fabinho da Mol, Zé Barreto e Michel Medeiros (Michel do Tião Mariano). Entretanto, a presença por si só não foi garantia de engajamento total. Enquanto dois parlamentares tiveram uma presença com menor tempo e rápida — o que nos bastidores foi chamado de “visita beija-flor” —, apenas Michel Medeiros manteve uma postura mais efetiva, contribuindo com dicas, questionamentos e comentários técnicos durante a elaboração das propostas.

A Saúde Pode Esperar?
A pergunta que fica para a população de Mantena é: se os vereadores eleitos para representar o povo não comparecem para discutir o plano que regerá os hospitais, postos de saúde e atendimentos pelos próximos quatro anos, quais seriam as suas reais prioridades?
A Audiência Pública provou que há um esforço técnico para buscar saídas. Resta saber se, na hora de transformar o plano em realidade, o Legislativo estará presente ou se continuará assistindo a tudo de longe, enquanto o cidadão aguarda na fila do posto:
“Sinceramente, eu não entendo os vereadores que faltaram, é impossível que todos tenham justificativas, na verdade a nossa saúde precisa da união de todos para alcançarmos melhoras, os vereadores que não estiveram presentes pra mim não terão condições de “balançar os beiços” depois cobrando qualquer situação”, relatou um dos participantes.
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