
MANTENA – Após um ano e quase três meses da atual gestão, a Câmara Municipal de Mantena atravessa um período de paralisia que tem despertado o questionamento direto da população: quem, afinal, detém a caneta e o comando da Casa de Leis? O que se vê nas reuniões ordinárias é um cenário de “dúbia direção”, onde a figura oficial do Presidente parece ofuscada por interferências externas e pela falta de uma postura de liderança firme.

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O “Atropelo” em Plenário
A percepção de quem acompanha as sessões — presencialmente ou pelas redes sociais — é de que o Presidente da Casa tem sofrido constantes “atropelos” em suas prerrogativas. Em vez de conduzir os trabalhos com autonomia, a Presidência tem demonstrado insegurança na tomada de decisões simples: chama ou não o jurídico? Segue ou para a votação?


Essa hesitação ficou evidente em reuniões recentes deste ano de 2026. Internautas e munícipes que acompanham a mídia oficial da Câmara não esconderam a indignação com a ingerência do Líder do Prefeito, o vereador Wanderson Branca de Neve. Segundo relatos de quem assistia às transmissões, a pauta só avançava sob as coordenadas diretas de Branca de Neve, que, extrapolando sua função de articulador político, passou a definir o ritmo e os próximos passos do rito legislativo, deixando a Mesa Diretora em uma posição de clara submissão.

“Vereadores Calça Molhada”
Enquanto os novatos buscam aprender o ofício espelhando-se nas decisões do Líder do Prefeito e os veteranos se mantêm no tradicional “bico calado”, a falta de resultados práticos para a cidade começa a gerar reações ruidosas fora do gabinete.

Nesta segunda-feira (17 de março), o comunicador João Paulo Honorato (JPH) deu voz ao sentimento de muitos cidadãos. Em um vídeo que viralizou, JPH “atuou” como vereador para cobrar uma simples pintura de faixa de pedestres e sinalização em frente à escola Ciranda, local de fluxo intenso de crianças.
Em tom de desabafo, o comunicador não poupou críticas à falta de mobilidade do Legislativo: “Já que os vereadores ‘calça molhada’ não fazem nada, queria chamar a atenção dos órgãos competentes… os vereadores o que é para fazer não fazem”, disparou JPH, evidenciando o vácuo de representatividade que a população sente no momento.

Avaliação Crítica
Para analistas políticos locais e cidadãos mais atentos, o desempenho do comando da Câmara em 2025 e neste início de 2026 é avaliado como um dos piores da história de Mantena. A trajetória, descrita como “melancólica”, levanta o alerta: até quando o Legislativo será comandando por duas vozes, ou quando estarão cumprindo o seu compromisso com o povo em busca de soluções e investigações que realmente mostrem os fatos, e que não fica tudo como dando um parecer de que “tivessem de cartas marcadas”?
Se algo não mudar na condução da Casa, o ano de 2026 promete ser marcado pela continuidade de uma gestão sem voz própria, onde o “levanta ou senta” é ditado por quem não ocupa a cadeira principal da Mesa.
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