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Nossas ilusões e nossos sonhos vividos no Cine Teatro Império são hoje os nossos melhores flashbacks , Por Neto Mendes

O CINEMA DO TIO ARCHIMEDES - PARTE DOIS é mais um presente do Cineasta Neto Mendes aos mantenenses que certamente vão se deliciar e viajar com a retórica do texto, sensacional...

Mantena Online por Mantena Online
fevereiro 12, 2024
em Cidade, Destaque, Estado, Mantena, Urgente
Nossas ilusões e nossos sonhos vividos no Cine Teatro Império são hoje os nossos melhores flashbacks , Por Neto Mendes

Cine Teatro Império foi um marco na história de Mantena

O CINEMA DO TIO ARCHIMEDES – PARTE DOIS

Por Neto Mendes 

O CINEMA DO TIO ARCHIMEDES – PARTE DOIS é mais um presente do Cineasta Neto Mendes aos mantenenses que certamente vão se deliciar e viajar com a retórica do texto, sensacional… – Foto: Rogério Augusto/Mantena Online

Quando alcancei a idade de ir nas sessões noturnas do Cine Teatro Império, se dependesse apenas de mim iria todas as noites de segunda a domingo ao cinema, e olha que na segunda repetia o filme do domingo.

Me lembro das poucas vezes que me foi permitido ir ao cinema no meio da semana, normalmente para acompanhar alguém que estava de visita lá em casa. Uma das vezes que eu fui ao cinema no meio da semana foi para acompanhar a minha querida tia Marta recém-casada com o tio Lair Fernandes, irmão da minha mãe, fui com ela assistir o clássico El Cid para minha felicidade o filme era muito grande e foi exibido em duas partes uma na terça-feira e a outra na quarta feira, assim bati meu próprio recorde indo duas vezes ao cinema no meio da semana.

O padrão cinematográfico mudou muito quando comecei a ir nas sessões noturnas, subiu vários escalões o nível dos filmes, eram as superproduções dos grandes estúdios de Hollywood: 007, Hitchcock, Cleópatra, O vento levou, Ben-Hur, Spartacus, Juventude Transviada, Elvis Presley, A ponte do Rio Kwai, Casablanca, Dr. Givago, Ao Mestre com carinho….são tantos filmes que povoam nossa memória cinematográfica daquela época que com certeza você também terá um filme especial na sua memória que marcou a sua vida.

Conversando com o tio Archimedes ele me disse que assistiu todos os filmes que passaram no cinema, numa conta rápida chegamos a mais de 4.800 filmes assistidos por ele. O ambiente cinema era mais que passar filmes, era status, era encontros, era desencontros, tinha um ritual que começava na rua, chegar antes e conseguir comprar os ingressos para a sessão das nove a mais concorrida e normalmente os filmes desse horário era teoricamente melhores, a cabine que vendia os ingressos era móvel ficava no corredor na lateral do cinema por onde também saímos como manadas no final das sessões.

Essa cabine era colocada no limite do corredor com a calçada onde se formava uma fila imensa dependendo do filme em cartaz. As moças que vendiam os ingressos era as irmãs Fernandez, filhas do tio Archimedes,  a Nem, Yeye e Rogeria . As pessoas compravam os ingressos e enquanto esperavam o horário podiam fazer a Avenida, caminhar de um lado para o outro na frente do cinema com sua tribo enquanto esperava a sessão das 21h.

Nas esquinas da avenida tinha um cavalete com uma placa sinalizando trânsito interrompido ai nesse espaço de rua só os pedestres tinha vez. Se caminhava de uma ponta a outra falando de tudo e de todos, mas o motivo maior era a paquera, ir no bar da tia Rosa também fazia parte desse ritual.

O tio Archimedes inventou um marketing para o cinema fenomenal antes das sessões. Durante a semana só havia uma sessão as 19h e nos sábados e domingos haviam duas sessões as 19 e 21 horas. Antes de começar o filme ele colocava músicas.

No alto do cinema havia um potente alto-falante que o som era ouvido em toda cidade tocava Roberto Carlos, Aguinaldo Timóteo, Altemar Dutra e tantos outros, isso era para anunciar que o cinema estava aberto, principalmente a bilheteria, mas quando tocava o tema de Lara toda a cidade sabia que no final dessa música o filme ia começar.

Nas casas eram uma correria quando tocava o tema de Lara as pessoas largavam tudo que estavam fazendo para não chegarem atrasadas no filme. Essa foi uma marca do Cine Teatro Império que cauterizou em  nossas mentes para sempre, até hoje quando ouvimos o tema de Lara voltamos nesse lugar.

Cine Teatro Império foi um marco na história de Mantena

Nos anos sessenta a preferência do grande público frequentadores dos cinemas no Brasil (toda cidade brasileira tinha um cinema, hoje são igrejas no lugar), era os espaguetes italiano; os FAROESTES, e Mantena não ficou para trás. Clássicos como o Dólar furado, Por um punhado de dólares, 7 homens e um destino, o bom o mal e o feio, Django e tantos outros bang bang movimentavam as noites dos sábados e domingos no Cine Teatro império.

Os filmes eram aclamados pelos frequentadores, uma verdadeira histeria quando o mocinho Giuliano Genma depois de muito apanhar conseguia vingar e matar todos sem precisar recarregar o revólver, as balas não acabavam nunca…

O Cine Teatro Império além dos filmes
recebia o público para as reuniões culturais e políticas

Quantas histórias aconteceram nesse cinema. Quando o Condor aparecia na tela anunciando o início do filme o público quase que unanimemente fazia xô xô xô em alto e bom som para espantar o Condor….Hilária a cena. O Canal 100 era um momento especial para o público, principalmente o masculino, trazia notícias dos jogos realizados no Maracanã e da Seleção Brasileira  cujo o resultado dos jogos todos sabiam mas mesmo assim a torcida era fervorosa dos aficionados.

A música do Canal 100 era o hino do futebol brasileiro até hoje. A bateção de pés e vaias em algumas cenas berrantes e escandalosas as vezes fazia com que as luzes do cinema fossem acessas para conter aquela euforia coletiva.

Muitos namoros começaram escondidos no cinema e terminaram na igreja, era comum um amigo ou amiga guardar o lugar para o pretendente desejado do colega ou da colega que só podia sentar quando apagavam as luzes. Beijos no cinema era proibido a marcação era serrada se a lanterna do tio Archimedes ou do Dairão acertassem o alvo os culpados em flagrante eram colocados para fora do cinema, pois ali era um ambiente de respeito e familiar rezava a cartilha do tio Archimedes.

Encontrar chicletes nas cadeiras ou nos cabelos também era normal e para o desgosto dos atingidos eles viravam gozação da turma. Eram muito comum na saída da sessão das 19 o público que saia falava o final do filme para os que estavam entrando quando repetia o filme, muitos ficavam bravos com a revelação indesejada.

A entrada do cinema era de Hollywood com espelhos grandes dos dois lados das parede e no chão um tapete vermelho como passarela, ao entrar tinha uma escada com 3 degraus, podia ir para a sala principal ou subir pelas escadas laterais e assistir da galeria o filme e jogar muitas bolinhas de papel das balas e caramelos nas cabeças das pessoas que estavam em baixo. A bomboniere ficava no cantinho a direita, minha prima Ruth Fernandes era quem comandava e depois a irmã, a querida Soraia Fernandes também trabalhou na bomboniere.

Do lado de fora do cinema existia um comércio paralelo se podia comprar de tudo: pipocas, pão com carne, algodão doce, churrasquinho, revistas, figurinhas, engraxar sapatos…etc. O movimento no Bar da Tia Rosa nos dois jardins giravam em torno da órbita do Cine Teatro Império com hora para começar e terminar, quando fechava o cinema era um esvaziamento e grande  silêncio no centro. As nossas ilusões e nossos sonhos vividos no cinema do tio Archimedes são hoje os nossos melhores Flash Beck.

Veja mais 

O Cinema do Tio Archimedes – Parte 1 – Matinês – POR NETO MENDES

 

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