




Além de pedir a manutenção da prisão, o MP solicitou à Justiça a abertura de novas investigações para apurar outros possíveis crimes, como tentativa de feminicídio, abuso de autoridade e “rachadinha”.
Ameaças
Conforme as investigações, o ex-chefe do poder executivo municipal teria enviado à vítima, por meio de um aplicativo de mensagens, a imagem de uma arma de fogo. Em outra ocasião, em conversa gravada pela ex-mulher, o prefeito afirmou que não aceitava a separação, dizendo que iria “reconquistá-la” e que “ela não seria de mais ninguém”. Ainda segundo a denúncia, ele relatou que, em situação anterior, quando acreditou ter sido traído “teve vontade de matá-la”.

De acordo com o MP, Evandro Lott Moreira perseguiu a ex-companheira de forma livre, consciente e reiterada, perturbando a liberdade e a privacidade da vítima por meio de vigilância constante, ameaças e monitoramento de seus movimentos. A denúncia aponta que a perseguição foi intensificada com o uso de funcionários públicos subordinados ao prefeito e, conforme relato de uma testemunha, com a utilização de equipamentos de vigilância, como drones.

Violência psicológica
Para o MPMG, o prefeito causou dano emocional à ex-mulher, prejudicando seu pleno desenvolvimento e autodeterminação por meio de coação, isolamento, vigilância constante, perseguição, constrangimento, manipulação e controle. A denúncia relata que,em 2024, durante a campanha eleitoral, Evandro Lott Moreira pressionou a então companheira para que não tornasse pública a intenção de se separar, alegando a necessidade de apoio de igrejas evangélicas.
Posse de armas e prisão












