
MANTENA – As ruas de Mantena não falam de outra coisa, e o sentimento é uma mistura de medo e indignação. Enquanto do outro os moradores já comemoram a assinatura autorizando o início das obras e o avanço do projeto da barragem na divisa entre Minas e Espírito Santo, a população mantenense espera um posicionamento dos vereadores na próxima reunião.

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Com a reunião ordinária marcada para o próximo dia 12 de fevereiro, a pergunta que paira no ar é uma só: a Câmara Municipal terá a coragem de assumir o protagonismo ou continuará assistindo, de braços cruzados, às decisões que podem mudar o destino da nossa cidade?
Muito criticada por uma postura considerada omissa e conivente em seu primeiro ano de mandato — como a não investigação sobre algumas polêmicas, como exemplo, a demora e o que esta acontecendo com o dinheiro aprovado na reforma e complemento da Creche Municipal do Bairro Santo Antônio que até hoje não foi finalizada e entregue — a atual legislatura enfrenta agora seu maior teste de fogo. A população cobra o exercício real do poder de fiscalização, algo que muitos alegam ter sido esquecido nos gabinetes.

O medo de quem vive na “baixada”
O setor comercial e os moradores da parte baixa da divisa dos estados em Mantena, os mais vulneráveis a qualquer impacto ambiental ou estrutural vindo do lado capixaba, estão em alerta máximo. O prefeito de Barra de São Francisco (ES) já assinou a autorização para a obra, mas, do lado mineiro, a sensação é de desamparo.
“Estamos preocupados. Quem tem comércio e residência aqui na baixada não pode dormir tranquilo enquanto as autoridades esperam o pior acontecer para tomar uma atitude. É hora da Câmara mostrar força, envolver o Ministério Público e o Executivo. Precisamos de esclarecimentos e, se necessário, do embargo dessa obra até que os reflexos no lado mineiro sejam estudados” afirmou, sob condição de anonimato, um comerciante local.
A hora da verdade
A pressão agora recai sobre a Presidência da Casa e os demais parlamentares. Políticos são eleitos para serem o escudo da comunidade, não apenas espectadores de canetadas vizinhas. O envolvimento da sociedade civil e das autoridades judiciais não é mais uma opção, é uma necessidade de sobrevivência política e social.
No dia 12, Mantena estará de olho. Resta saber se os vereadores vão honrar os votos que receberam ou se o título de “omissos” se tornará a marca definitiva desta legislatura.
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