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Trump afirma que paciência com Coreia do Norte acabou

Redação por Redação
novembro 6, 2017
em Diversas, Outros Destaques

Trump já havia advertido que os EUA poderiam ir além da diplomacia para frear o programa nuclear norte-coreano e considerar uma intervenção militar

AF AFP
(foto: JIM WATSON / AFP)
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o tempo da “paciência estratégica” com a Coreia do Norte acabou, durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira em Tóquio, onde recebeu apoio à decisão de manter todas as opções sobre a mesa ante as provocações de Pyongyang.

Trump já havia advertido em ocasiões anteriores que Washington poderia ir além da diplomacia para frear o programa de armas nucleares norte-coreano e considerar uma intervenção militar.

“O programa norte-coreano é uma ameaça para o mundo civilizado e para a paz e a estabilidade internacionais”, declarou em Tóquio, a primeira escala de uma viagem pela Ásia dominada pela crise com Pyongyang.

“A era da paciência estratégica acabou”, completou, ao lado de seu anfitrião, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

Abe, cujo país viu nos últimos meses o regime de Pyongyang lançar dois mísseis que sobrevoaram seu território, apoiou a política americana.

“Respaldamos a política de Trump de manter todas as opções sobre a mesa”, afirmou, antes de destacar que o Japão derrubará os mísseis norte-coreanos, “se necessário”.

“Em tais casos, Japão e Estados Unidos manterão uma cooperação estreita”, disse.

O chefe de Governo japonês anunciou ainda que Tóquio pretende “congelar os bens de 35 organizações e personalidades norte-coreanas”, em uma lista adicional de sanções ao programa nuclear e de mísseis de Pyongyang, mas também relativa aos sequestros de japoneses pelos serviços secretos norte-coreanos nas décadas de 1970 e 1980.

(foto: JIM WATSON / AFP)

Tiroteio no Texas

Trump chegou ao Japão no domingo, em um momento de grande tensão com a Coreia do Norte, entre os temores de que o regime de Kim Jong-Un estaria planejando outro teste nuclear ou de mísseis.

A viagem, a primeira de Trump ao continente asiático e a mais longa de um presidente americano em 25 anos, acontece após meses de tensão entre Washington e Pyongyang.

O presidente americano iniciou a viagem com a advertência de que “nenhum ditador deve subestimar” os Estados Unidos.

Mas em uma entrevista a um canal de televisão, que já estava gravada e foi exibida no domingo, deixou a porta aberta para um encontro com Kim Jong-Un, mas não imediatamente.

“Estaria disposto a fazer isto, mas veremos para onde isto vai. Eu penso que é muito cedo”, disse, a respeito de uma eventual reunião com Kim, ao programa “Full Measure”.

A aguardada visita foi ofuscada pelo tiroteio em uma igreja do Texas, que deixou pelo menos 26 mortos, uma tragédia que Trump chamou de “espantosa”.

No entanto, ele considerou que esta é uma questão de “saúde mental” e que o acesso às armas nos Estados Unidos não é o problema.

“Temos um monte de problemas de saúde mental em nosso país, mas não é uma situação imputável às armas”, afirmou durante a entrevista coletiva com Abe.

Encontro com o imperador 

Depois do Japão, Trump viajará para a Coreia do Sul, China e para a reunião de cúpula da APEC (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) no Vietnã.

A viagem terminará com o fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) na Filipinas.

Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos se reuniu com o imperador do Japão, Akihito, um encontro que gerou muita expectativa pelo complexo protocolo da Casa Imperial e pelas críticas a seu antecessor, Barack Obama, que saudou o monarca com uma marcada reverência.

Trump driblou os obstáculos inclinando apenas a cabeça diante do imperador, em um encontro no qual estava acompanhado pela primeira-dama Melania.

O presidente americano também tem um encontro programado com os parentes dos civis sequestrados pela Coreia do Norte para treinar seus agentes de espionagem e ensinar a língua e a cultura japonesa.

A Coreia do Norte admitiu o sequestro de 13 civis japoneses, mas Tóquio acredita que o número de casos é maior, incluindo o de uma adolescente de 13 anos raptada quando voltava da escola.

“Teremos uma atenção especial à questão dos direitos humanos na Coreia do Norte, um tema que muitas vezes é ignorado”, disse uma fonte da Casa Branca.

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